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Três Anos Desperdiçados em Troca da Verdadeira Felicidade romance Capítulo 17

Nesse momento, a campainha tocou.

— Devem ser as roupas. Eu atendo. — Cynthia soltou um longo suspiro de alívio, como uma pessoa que se afogava e finalmente conseguia respirar.

A pressão que Anselmo exercia sobre ela era esmagadora.

Quando ele propôs casamento, ela ficou tão nervosa que não sabia onde colocar as mãos.

Anselmo assentiu levemente, sem dizer nada.

Cynthia se levantou e caminhou rapidamente até a porta para abri-la.

Do lado de fora, uma funcionária sorriu educadamente e lhe entregou uma sacola.

— Olá, senhora. Aqui estão as roupas que compramos no seu tamanho.

— Obrigada. — Cynthia pegou a sacola e fechou a porta.

Ao passar pela sala de estar, Anselmo já não estava no sofá.

O olhar de Cynthia se desviou e o encontrou de pé, junto à janela panorâmica, observando a paisagem noturna.

Sua silhueta era suavemente delineada pela luz interna.

Lá fora, a agitação e o esplendor da cidade eram gentilmente envolvidos pela noite. As luzes de néon piscavam, e o vidro da janela refletia os brilhos, projetando a figura do homem com clareza e adicionando-lhe um toque de mistério e profundidade.

Cynthia parou atrás dele, observando-o em silêncio por um momento, um sentimento indescritível surgindo em seu coração.

Seu pulso parecia ter perdido o ritmo.

As emoções secretas, há muito enterradas em seu coração, pareciam agora agitar-se incontrolavelmente.

Cynthia rapidamente reprimiu aqueles sentimentos confusos e, de cabeça baixa, entrou apressadamente no banheiro.

Dentro da sacola grande, havia duas sacolas menores. Cynthia abriu uma delas e tirou um conjunto de lingerie.

As peças exalavam um leve aroma de sabão em pó e ainda estavam quentes ao toque, provavelmente recém-lavadas e secas.

Na outra sacola, havia uma camisola de seda branca de alcinhas.

Apesar de ser inverno, o aquecimento interno era forte, então usar aquela camisola não seria problema.

Depois de tomar banho e secar o cabelo, Cynthia sentiu sede.

...

Quando se deitou, já eram sete da manhã.

A essa hora, ela deveria estar exausta, mas Cynthia rolava na cama, incapaz de dormir.

Pensar na doença de sua mãe a fazia chorar sem parar.

Desde que se lembrava, ela e a mãe sempre dependeram uma da outra.

Quando Cynthia estava no jardim de infância, via que todos os outros colegas tinham pais e, ao chegar em casa, perguntou à mãe onde estava o seu.

Os olhos da mãe se encheram de uma emoção que ela não conseguiu decifrar, e a resposta veio em um tom frio:

— Você não tem pai. Seu pai morreu há muito tempo.

Naquela época, Cynthia era muito pequena para entender completamente o significado de "morrer". Ela apenas assentiu com um "oh" e, a partir de então, sempre que as outras crianças perguntavam sobre seu pai, ela dizia: "Meu pai morreu há muito tempo".

Toda vez que dizia isso, algumas crianças zombavam dela por não ter pai. Apenas as professoras a abraçavam com pena, oferecendo-lhe doces para animá-la.

Sua mãe sempre foi uma mulher muito forte, sustentando a família sozinha.

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