Depois de fazer a pergunta, Cynthia sentiu o coração prestes a saltar pela boca.
Estava tão nervosa que mal conseguia segurar a caneta.
Bruna inclinou a cabeça, pensou um pouco e disse:
— Não. Meu irmão parece não se interessar por ninguém.
O coração de Cynthia finalmente se acalmou.
— Ele é super exigente. Quem sabe quem conseguirá chamar a atenção dele no futuro. — Concluiu Bruna.
Saindo de suas memórias, Cynthia já havia trocado os sapatos e seguido Anselmo até a sala de estar.
O lugar tinha sinais claros de uso; alguns objetos eram obviamente pessoais, não fornecidos pelo hotel, indicando que Anselmo ficava ali com frequência.
— Fique à vontade. — Anselmo tirou o sobretudo, pendurou-o em um cabide e foi para a cozinha.
Cynthia sentou-se no sofá, seus olhos percorrendo a sala.
A sala era grande, decorada em tons de preto, branco e cinza, com um estilo minimalista. Era fria e impessoal, assim como Anselmo.
Momentos depois, Anselmo voltou da cozinha com um copo de água na mão.
Ele colocou o copo na frente de Cynthia.
Cynthia pegou o copo e agradeceu.
O homem disse calmamente:
— Aqueles dois quartos são de hóspedes. Durma no que preferir. Ambos têm banheiro.
Cynthia assentiu.
— Certo.
Anselmo hesitou, parecendo ponderar como começar.
Cynthia olhou para ele, com uma expressão de dúvida, esperando que ele falasse.
— Você... — O homem parou por dois segundos. — Que tamanho de roupa você usa? Vou pedir para entregarem roupas limpas.
Cynthia ficou paralisada.
Ela não esperava que Anselmo perguntasse aquilo.
Instantaneamente, um rubor subiu pelas bochechas da garota.
Os olhos límpidos de Cynthia brilharam com um toque de timidez, e ela gaguejou:
— E... eu posso falar com a equipe do hotel?
Anselmo pareceu aliviado e assentiu levemente.
Papel de parede padrão, aplicativos quase todos de trabalho, finanças e negócios.
Ela desviou o olhar rapidamente.
Afinal, espiar o celular de outra pessoa era falta de educação e, embora não tivesse aberto nada, sentiu uma pontada de culpa.
Com o celular na mão, ela foi até a porta do quarto de Anselmo.
"Toc, toc, toc", Cynthia bateu levemente.
Nenhuma resposta.
Ela franziu os lábios, esperou um pouco e bateu novamente.
Ainda sem resposta.
Cynthia não teve escolha a não ser voltar para o sofá e colocar o celular na mesa de centro.
Cerca de dez minutos depois, a porta do quarto de Anselmo se abriu.
Ao ouvir o som, Cynthia instintivamente ergueu o olhar e ficou paralisada.
O homem usava um roupão de banho cinza, ligeiramente aberto no peito, revelando um tórax de contornos sensuais. Seus cabelos ainda gotejavam água.
Então, ele estava tomando banho.

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