Cynthia não comeu muito no jantar, e agora estava realmente com fome.
Ela sorriu e disse:
— Obrigada, Rosana. Vou descer para comer agora.
— Certo, senhora.
Cynthia desceu com Rosana.
Na mesa de jantar, havia uma tigela fumegante de macarrão com carne de panela, com um aroma delicioso.
Cynthia sentou-se e pegou os talheres.
O vapor quente, misturado com o cheiro de cebolinha e carne, espalhou-se pelo ar.
O macarrão estava submerso no caldo, coberto por uma fina camada de molho marrom-escuro com pequenas gotas de óleo.
Os pedaços de carne eram grandes, e algumas folhas de couve flutuavam ao lado.
Cynthia pegou um pedaço de carne e comeu.
Após um longo cozimento lento, a carne estava macia e fácil de mastigar.
— Rosana, este seu macarrão com carne é delicioso demais!
Ao ouvir isso, Rosana sorriu até seus olhos se fecharem.
— Se a senhora gostou, eu faço de novo da próxima vez.
— Claro! — Cynthia sorriu e disse. — Rosana, pode ir descansar. Já está tarde. Eu lavo a louça quando terminar.
Rosana respondeu:
— Senhora, pode deixar aí que eu lavo de manhã.
— De jeito nenhum, lavar um prato não dá trabalho. Eu mesma posso fazer, em casa eu também lavava a louça com frequência.
— Então tudo bem. — Disse Rosana. — Vou descansar então.
— Certo.
Cynthia comeu um pedaço de carne e depois provou o macarrão.
O macarrão delicioso e firme desceu para seu estômago, e Cynthia curvou os olhos em satisfação, sentindo todo o seu corpo tenso relaxar.
Alguns minutos depois, Anselmo desceu vestindo um roupão.
— Anselmo. — Cynthia ergueu os olhos para ele.
— Está bom? — Anselmo se aproximou.
Cynthia sorriu, seus olhos se curvando.
— Delicioso.
Anselmo sentou-se ao lado dela.
— A propósito, Anselmo, você não tinha um jantar de negócios hoje à noite? Como apareceu de repente na empresa?
Ela se lembrava de que Thiago, ao descobrir que ela estava presa, só ligou para os técnicos, não para Anselmo.
Anselmo disse calmamente:
— Meia hora atrás, Thiago me ligou dizendo que não tinha te encontrado e que seu telefone não atendia. Eu liguei para você e, de fato, não consegui falar. Preocupado que algo tivesse acontecido, fui te procurar.
— ... — As pálpebras de Cynthia tremeram levemente.
Ela viu Anselmo, sem mudar de expressão, pegar o macarrão e levá-lo à boca.
Ela abriu a boca, o rosto queimando.
Dividir os mesmos talheres e comer da mesma tigela já era um ato íntimo, e ainda mais considerando que Anselmo tinha uma leve mania de limpeza e era extremamente exigente.
Cynthia observou Anselmo comer o que restava do seu macarrão com carne sem piscar, e seu rosto ficou cada vez mais quente.
Ele não tinha mania de limpeza?
Cynthia já havia comido mais da metade da tigela, e Anselmo terminou o restante em poucas garfadas.
Ele pousou os talheres.
— Realmente é muito bom.
— ... — O rosto de Cynthia ardia. — Está satisfeito? Quer comer mais alguma coisa? Tem frutas na geladeira.
— Não precisa. — Anselmo limpou a boca lentamente.
Depois de terminar, ele pegou outro guardanapo e limpou o canto da boca de Cynthia com naturalidade.
A respiração de Cynthia ficou um pouco presa.
Depois de limpar a boca.
Anselmo olhou para Cynthia, seus olhos escuros e indecifráveis.
— Por que o Gerson também estava no elevador?

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