— O que está acontecendo? Por que essa porta não abre?
Mal ela terminou de falar, o elevador emitiu um som alto e estranho.
Em seguida, as luzes do elevador se apagaram.
Cynthia soltou um grito instintivo:
— Ah!
Ela rapidamente pegou o celular para fazer uma ligação.
— Deve ter faltado energia. Vou ligar para o número de emergência.
No entanto, quando a tela do celular se acendeu, Cynthia ficou ainda mais em pânico.
O celular estava sem sinal!
Ela tentou ligar para o 193 e o 190, mas a chamada não completava.
Cynthia perguntou a Gerson, ansiosa:
— Sr. Soares, meu celular está sem sinal, não consigo ligar. O seu tem sinal?
Gerson não respondeu.
Cynthia percebeu que algo estava errado e iluminou Gerson com a luz do celular.
— Sr. Soares?
Gerson estava encolhido em um canto, com uma expressão de pânico, seu rosto já pálido agora ainda mais branco.
Cynthia ficou atônita.
— Sr. Soares, o que aconteceu com o senhor?
Os lábios de Gerson estavam firmemente pressionados, sua expressão ansiosa. Ele se encolhia no canto, as costas pressionadas contra a parede fria do elevador, os dedos contraídos de tensão.
Cynthia percebeu.
— O senhor tem claustrofobia?
Gerson assentiu, ainda sem falar.
Gerson continuou com os lábios pressionados, sem falar, apenas assentindo.
Cynthia não sabia por que ele tinha claustrofobia; talvez estivesse relacionado a alguma experiência passada.
Cynthia não perguntou. Para desviar a atenção de Gerson e fazê-lo sentir menos medo, e também para se acalmar, ela começou a puxar conversa.
— Sr. Soares, vou lhe contar uma piada. — Embora Cynthia estivesse morrendo de medo, ela conseguiu forçar um sorriso.
— Cof, cof... — Cynthia pigarreou, tentando parecer calma, e rapidamente buscou em sua mente as piadas que já tinha lido.
— Fui ao depósito 24 horas para pegar um salgado. A Cate: 'Você sabe que aqui não fecha, né?' Eu: 'Então me dá um salgadinho que dure 24 horas... o sono!'
Cynthia riu.
Sob a luz do celular, Gerson viu o sorriso radiante e cativante da garota.
Seu sorriso era como um raio de luz na escuridão, iluminando tudo ao redor e dissipando o medo em seu coração.
— Sr. Soares, por que o senhor não está rindo? Não foi engraçado? — Cynthia fez um biquinho, pensou por um momento e continuou. — Então vou lhe contar algumas das minhas vergonhas de infância.

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