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Surpresa! O Bonitão que Eu Mantinha era O Príncipe Herdeiro! romance Capítulo 1105

Davis permaneceu na varanda, sem se mover.

Embora seu coração batesse descompassado pela emoção, seu rosto mantinha uma serenidade estoica.

Pouco tempo depois, Ada se aproximou, procurando por ele.

— Por que você ainda não foi para o quarto?

Quando Davis virou o rosto para encará-la, Ada tomou um susto.

Ele exibia um sorriso bobo, quase delirante.

Ela raramente via o marido com uma expressão tão desarmada.

O primeiro instinto de Ada foi entrar em pânico, imaginando que ele estivesse tendo alguma complicação neurológica.

Afinal, fazia pouco tempo que ele havia despertado do coma. Antes da alta médica, os especialistas alertaram que suas funções cerebrais ainda estavam em fase de reabilitação e que imprevistos poderiam ocorrer.

Ada correu até ele, abaixando-se apressada ao lado da cadeira de rodas. Segurou as mãos dele com firmeza, os olhos arregalados de preocupação. — O que foi? O que você está sentindo?

Davis continuou com aquele sorriso abobalhado no rosto. Após alguns segundos de suspense, ele finalmente murmurou: — O Kenji... ele me chamou de pai.

Ada soltou um suspiro profundo de alívio.

Graças a Deus, ele não estava tendo um derrame.

Espera aí. O quê?

— O que você disse? — indagou ela, os olhos brilhando de perplexidade.

Os olhos de Davis faíscaram com um brilho vitorioso, e o orgulho paterno transbordou em sua voz. — O Kenji me chamou de pai, Ada!

Um calor acolhedor espalhou-se pelo peito de Ada. Era uma mistura de choque e pura felicidade.

Desde que decidiram ficar com a criança, ela nunca havia forçado Kenji a reconhecer Davis como pai.

Afinal, ela sabia perfeitamente que a figura de Fábio ocupava um espaço sagrado no coração do menino. Aquilo era um fato indiscutível.

Mas agora, Kenji havia tomado a iniciativa de cruzar aquela ponte.

Isso era a maior prova de que ele realmente gostava de Davis e havia encontrado um porto seguro nele.

Subitamente, Davis começou a manobrar a cadeira de rodas com pressa, indicando que precisava sair dali imediatamente.

Ada piscou, confusa, acompanhando os movimentos bruscos. — Aonde você pensa que vai a essa hora?

A condição física de Davis mostrava sinais graduais de melhora.

No início de sua recuperação, suas pernas eram tão rígidas que ele precisava de apoio de duas pessoas apenas para se manter de pé.

Agora, graças à sua disciplina férrea, ele já conseguia sustentar o próprio peso por alguns preciosos minutos.

Contudo, o longo período em estado comatoso havia prejudicado seriamente seus nervos motores.

A jornada para voltar a caminhar com independência ainda seria árdua e dolorosa.

Mas os médicos foram categóricos: a simples capacidade de ficar de pé e ensaiar pequenos passos já era um milagre médico absoluto.

Em paralelo aos exercícios físicos, Davis começou a retomar as rédeas do império empresarial.

Ada tentou intervir, temendo que o estresse prejudicasse sua saúde recém-recuperada.

Porém, Marcelo e Ricardo insistiam que um ano de inatividade mental precisava ser curado com desafios executivos para que seu cérebro voltasse à genialidade habitual.

Eles haviam prometido a Ada que estariam ao lado dele na sala da presidência o tempo todo, garantindo uma transição suave e sem sobrecargas.

O único problema foi que, após apenas quarenta e oito horas assistindo Davis trabalhar, Marcelo e Ricardo tiveram seus orgulhos executivos esmagados em pó.

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