Em seguida, João ligou para Hélder.
Hélder não atendeu nas primeiras tentativas. João insistiu até que a linha conectou.
— Hélder, eu já disse, é um maldito mal-entendido! O dinheiro foi transferido pela Luana para o Grupo Mendes, mas foi o teu pai que mandou para o Sabrino! É tudo uma armação do Sabrino, porra! Em vez de apontar a arma para os inimigos, você atira nos seus? Que belo irmão você é!
A fúria tornava as palavras de João cruas e violentas.
*Click.*
Hélder desligou na cara dele.
O rosto de João ficou roxo de ódio. Ele quase esmagou o celular contra a parede. Jogou o cigarro no chão e o esmagou com a sola do sapato, como se esmagasse a cabeça de alguém.
— Benito — ele rosnou, agarrando o braço do assistente. — Procure quem for preciso. Pago o que for. Temos que tirar o Sebastião de lá.
O suor escorria pela ponta do nariz de Benito. Ele engoliu em seco, a voz embargada:
— Sr. João, o senhor sabe... toda a rede de contatos da família Mendes está nas mãos do Sr. Sebastião. Com ele lá dentro, ninguém vai comprar nossa briga. E o Sr. Sebastião... parece que ele não tem intenção de pedir favores.
Enquanto falava, o olhar de Benito desviou involuntariamente para Luana.
João seguiu o olhar. Ao pousar os olhos em Luana, ele entendeu. A ideia de que Sebastião estava se recusando a se salvar por causa daquela mulher fez o sangue de João ferver. Seu olhar sobre ela era uma lâmina afiada.
— Luana, o que você pretende fazer?
Luana soltou um riso breve, sem humor, e cruzou os braços:
— João, com que direito você me pergunta isso?
O rosto de João escureceu, veias saltaram em sua testa. Ele rugiu:
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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Sr. Sebastião, Tarde Demais
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