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Sr. Sebastião, Tarde Demais romance Capítulo 279

A mão branca aplicou uma leve pressão, e o agressor gritou de dor.

Com um chute brutal, o homem foi lançado contra a parede e desabou no chão.

Os movimentos eram rápidos, os golpes carregados de potência.

Em instantes, todos os agressores foram derrubados.

O sapato de couro pisou no rosto de um deles, pressionando com crueldade.

Os olhos de Sebastião estavam injetados de um vermelho sanguinário, emanando uma aura assassina.

Sua voz soou terrível como a de um demônio:

— Se ousarem tocar nela de novo, eu acabo com a raça de vocês.

Luana ainda estava em choque com a violência e a aura sombria de Sebastião.

De repente, ela viu o homem que Sebastião havia chutado tatear algo no bolso.

Em uma fração de segundo, Luana viu o cano escuro de uma arma apontado para ela.

O rosto de Luana ficou branco, e ela recuou um passo involuntariamente.

Sebastião olhou para trás, seguindo o olhar de Luana.

A bala já havia sido disparada em direção a ela.

Sem tempo para pensar, agindo por puro instinto, Sebastião empurrou Luana sem hesitar.

A bala o atingiu em cheio no peito.

Sangue começou a brotar da camisa branca de neve.

O fluxo aumentava, tingindo o tecido de vermelho rapidamente.

Sebastião baixou a cabeça, olhando para a camisa ensanguentada.

Tentou estancar com a mão, mas o vermelho vivo escorria por entre seus dedos.

Ao ver a cena, Luana ficou pálida como papel.

Ela gritou:

— Sebastião!

Ela tentou segurá-lo, mas Sebastião a afastou.

Naquele momento, ele parecia uma fera ferida e enfurecida.

Ele chutou os agressores no chão, um por um, fazendo-os voar.

Um dos homens tentou pegar a arma novamente.

Sebastião prendeu o pulso dele, torceu a mão e apontou o cano para o peito do próprio agressor.

O gatilho foi acionado.

Um som abafado ecoou.

O homem revirou os olhos e morreu instantaneamente.

O abismo entre eles era algo que jamais poderia ser superado.

Afinal, não havia amor entre eles.

Vendo o silêncio de Luana, Sebastião esboçou um sorriso vazio e autodepreciativo:

— Na verdade, eu sempre soube, Luana. Às vezes eu penso... será que se eu morrer, você finalmente vai me perdoar?

Dizendo isso, Sebastião fechou as pálpebras lentamente.

Como se estivesse exausto.

Luana teve medo de que ele dormisse para sempre.

Em meio ao seu desespero, a polícia e a ambulância chegaram ao mesmo tempo.

Sebastião foi colocado na maca pelos paramédicos.

Luana subiu na ambulância com ele.

Com os dedos manchados de sangue, ela segurou firme a mão de Sebastião.

Com medo de que ele não acordasse mais, ela continuou chamando seu nome.

Só quando Sebastião soltou um gemido fraco e inconsciente, ela se permitiu respirar.

Enquanto Sebastião estava na cirurgia, Luana esperava do lado de fora.

Aquele sentimento era mais torturante e doloroso do que há cinco anos.

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