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Sr. Sebastião, Tarde Demais romance Capítulo 199

— Não importa o que aconteça, eu vou tirar você daqui.

A tensão que mantinha Luana de pé finalmente se desfez.

Mas a frase seguinte dele fez o sangue dela congelar:

— Mas as coisas vão mudar.

Luana arregalou os olhos, o rosto drenado de cor.

Após o choque inicial, ela o empurrou com violência.

O que ele queria dizer?

Que a tiraria da cadeia para tomar o Sílvio dela?

Se fosse esse o preço, ela preferia apodrecer na prisão.

Sebastião, pego de surpresa pelo empurrão, cambaleou dois passos para trás.

Recuperou o equilíbrio de forma desajeitada, e seu olhar para ela tornou-se glacial.

Luana cerrou os dentes:

— Sebastião, eu jamais entregarei o Sílvio a você.

Dito isso, ela virou as costas e caminhou para a cela sem olhar para trás.

Luana jurara não aceitar a ajuda de Sebastião.

Mas quando foi informada de que estava livre, seu coração traiu seu orgulho.

Ela só queria ver Sílvio.

Assim que pegou o celular, ligou para Teresa.

Teresa atendeu, eufórica.

Mas quando Luana perguntou pelo filho, a babá gaguejou.

Sebastião havia ordenado que Teresa não abrisse a porta para Luana.

E que, a partir de agora, o salário dela seria pago por ele.

Luana ficou em silêncio por um longo tempo.

Sentiu um vento frio soprar de todas as direções, fazendo seu corpo tremer incontrolavelmente.

Só quando Teresa gritou seu nome, em pânico, ela conseguiu forçar um sorriso na voz:

— Está tudo bem, Teresa.

— Cuide dele por enquanto.

— Sebastião não vai te deixar faltar nada.

Impedida de ver o filho, Luana engoliu a saudade como cacos de vidro.

Não foi ao Jardins do Perfume.

Sabia que seria inútil.

Ninguém conhecia a crueldade fria de Sebastião melhor do que ela.

Passou na Mansão Ramos e, à noite, foi para o Bar Platina.

Nuno, ao saber que ela fora solta, ligou.

A embriaguez soltara as amarras da língua dela.

Ao ouvir aquilo, os olhos de Nuno brilharam.

Ele a encarou fixamente, o coração acelerado, e segurou a mão dela:

— Luana, você gosta de mim?

O olhar de Luana estava vidrado.

Ela via vários Nunos à sua frente.

Segurou o rosto dele com as duas mãos e ordenou:

— Pare de balançar.

— Se você tivesse aparecido antes... eu teria gostado de você.

— Por que você demorou tanto?

Se ele tivesse chegado antes, ela não teria amado Sebastião.

Não teria se atirado nesse abismo sem fundo.

O coração de Luana parecia estar se partindo ao meio.

Lembrando de Sílvio, do passado, da crueldade de Sebastião, as lágrimas caíam como chuva.

Ela voltou a beber desesperadamente.

Se morresse bebendo, talvez a dor parasse.

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