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Sr. Sebastião, Tarde Demais romance Capítulo 167

A pálpebra de Eliana tremeu.

Onde foi que eu errei? — pensou ela.

— Irmão, eu ajudei a Iracema a encontrar uma casa, mas não a tirei de lá. Tenho certeza de que, com seu poder, você descobrirá quem foi.

— É bom que seja assim.

Sebastião jogou a ponta do cigarro no chão.

Sua voz, rouca pelo fumo, era sombria e perigosa.

— Eliana, pelo nosso sangue, eu te poupei uma vez. Não haverá segunda.

Sebastião virou as costas e partiu.

Eliana observou a figura dele se afastando, sentindo um gosto amargo na boca.

No dia em que descobriu amar o próprio irmão, Eliana condenou sua alma ao inferno.

Para conquistar o amor de Sebastião, o caminho seria longo e tortuoso.

O quarto de Eliana ficava ao lado do de Camila.

A mãe parecia ter ouvido a voz de Sebastião e abriu a porta.

Ela viu o vulto frio do filho descendo as escadas e perguntou a uma Eliana atônita:

— O que seu irmão disse?

Eliana virou a cabeça lentamente para Camila.

— Ele perguntou onde a Vanessa está. Ele suspeita que nós sumimos com ela. Acho que ele vai investigar, mãe. Estou com medo.

Eliana era astuta e rápida no gatilho.

Os olhos de Camila escureceram, tingindo-se lentamente de fúria.

— E se ele investigar? Quero ver se ele tem coragem de escolher aquela vagabunda em vez da própria mãe.

Com Camila como seu escudo, Eliana sentia-se invencível.

Ela sorriu e agarrou o braço da mãe.

— Mãe, fique tranquila. Ele vai escolher a senhora. A senhora é a pessoa que ele mais ama neste mundo.

Sem sinais de Sílvio, a Mansão Mendes mergulhou em um luto antecipado.

Ela havia criado coragem para procurar Sílvio na área proibida da mansão e vira uma sombra.

Uma sombra que não era gente, nem bicho.

Suzana, covarde por natureza, fugiu de volta.

Ao ouvir o nome 'Luar de Prata', Camila empalideceu.

Ela trocou um olhar cúmplice com Eliana e bateu os talheres na mesa.

— Aquele lugar está abandonado há anos! Como pode ter alguém lá? Suzana, você está ficando caduca!

A insinuação de Camila era óbvia, mas Suzana, consumida pela culpa, não percebeu.

— É verdade! Eu vi claramente. Parecia uma mulher de branco.

Diante da descrição detalhada, Luana levantou-se abruptamente.

Ela correu para fora da sala de jantar, direto para o Luar de Prata.

Sebastião olhou para Suzana, depois para Camila.

Com as sobrancelhas franzidas em suspeita, ele levantou-se e seguiu os passos de Luana.

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