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Sr. Sebastião, Tarde Demais romance Capítulo 154

No sonho de Luana, havia um beco escuro e profundo.

Um vulto de preto, sem rosto visível, corria à frente segurando Sílvio, enquanto ela o perseguia em pânico.

Finalmente, o caminho acabou.

A sombra virou-se lentamente.

No mundo de escuridão, um feixe de luz revelou o rosto da figura; parecia vagamente com Vanessa Alves.

O olhar da mulher estava cheio de rancor.

Seus lábios cor de rosa se moveram, pronunciando cada palavra pausadamente:

— Luana, meu filho se foi, e o seu também não vai viver.

Vanessa arremessou Sílvio violentamente contra o chão.

Uaaaa...

O choro nítido e alto rasgou o coração de Luana.

Ela gritou, trêmula:

— Sílvio!

Então, arrastou-se de joelhos, sem forças, até ele.

Ao levantar Sílvio do chão e tocá-lo, seus dedos ficaram cobertos de sangue vermelho e viscoso.

Luana acordou coberta de suor frio.

Percebendo que fora um pesadelo, ela tentou acalmar a respiração, mas a cena do sonho era tão nítida: Vanessa esmagando Sílvio no chão.

Luana levantou-se, foi até a janela e olhou para as estrelas esparsas no céu distante, seu coração ainda tremendo levemente.

Zumm, zumm, zumm —

O toque do celular rompeu o silêncio.

Ela se virou, encontrou o aparelho no canto da cama e olhou para a tela: 'Nuno Barbosa'.

Tão tarde, o que ele queria?

— Alô.

Ao ouvir a voz de Luana, Nuno emitiu sons embolados do outro lado:

— ... Luana, vem me buscar.

Era óbvio que o homem estava bêbado, e muito.

— Nuno, é melhor você ligar para a Bianca Rodrigues. Afinal, vocês são um casal.

Luana não queria ser a terceira pessoa, muito menos destruir a felicidade de Nuno.

Assim que ela terminou de falar, ouviu a voz de Nuno, com a língua enrolada:

— Acabou. Aquela mulher nunca gostou de mim de verdade.

No dia em que Luana deu à luz, Sebastião foi ao Hospital Memorial.

Luana ouviu do quarto o que Nuno disse a Sebastião.

Cadeiras e bancos estavam revirados.

Ao levantar os olhos, Luana viu que o homem sendo espancado por vários bandidos no canto era Nuno.

Ela correu imediatamente:

— Parem! Eu já chamei a polícia, eles estão chegando.

Os bandidos pararam, viraram-se e olharam para Luana com ar de quem não teme nada:

— Ele nos deve dinheiro. Você vai pagar?

— Quanto? — perguntou Luana.

— Duzentos milhões.

Ao ouvir isso, Luana suspirou frio:

— Acreditam se eu denunciar vocês por extorsão?

Como Nuno poderia dever dinheiro a bandidos?

— Denuncie! — O bandido fez bico, olhando para Luana de forma lasciva. — Estamos torcendo para que a polícia venha resolver isso para nós, assim prestamos contas.

Era visível que aquele bando havia sido contratado por alguém, por isso a arrogância.

— Nuno, é verdade? — Luana puxou Nuno do canto e perguntou friamente.

Nuno limpou o sangue do nariz, levantou as pálpebras pesadas e, com o olhar perdido focado no rosto bonito de Luana, assentiu levemente:

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