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Sr. Sebastião, Tarde Demais romance Capítulo 153

Já haviam se passado dois dias.

E nenhum retorno de Sebastião.

Ela terminou todos os assuntos do Grupo Ramos, massageou as têmporas e olhou para o pôr do sol fora da janela.

A imagem do rosto corado de Sílvio e seu sorriso adorável surgiu em sua mente.

A aparência macia e delicada da criança apertava o coração de Luana; ela sentia falta do filho.

Luana pegou o celular e discou o número de Sebastião sem hesitar.

O telefone tocou duas vezes e foi atendido.

Como a voz de Sebastião demorou a surgir, Luana perguntou:

— Está ocupado?

A voz de Sebastião veio acompanhada do som de uma caneta tinteiro riscando o papel:

— Processando o último documento. Algum problema?

Luana hesitou, mordeu o lábio e disse:

— Sebastião, eu quero ver o Sílvio.

Sebastião nem pensou e soltou um 'tá' imediato.

— Assim que terminar este documento, passo aí para te pegar.

Sem esperar Luana responder, Sebastião desligou.

Para que o Grupo Ramos pudesse lucrar e para que Sílvio voltasse para ela, Luana só podia manter essa relação amigável com Sebastião.

Depois de se arrumar, assim que Luana saiu do Grupo Ramos, o Porsche Cayenne preto de Sebastião parou a seus pés.

O vidro baixou, revelando o rosto bonito de Sebastião.

Luana contornou o carro, sentou-se no banco do passageiro e colocou o cinto de segurança.

O carro disparou em direção à Mansão Mendes.

Como Luana veio ver Sílvio, o Velho Senhor Mendes não pôde impedi-la.

Suzana trouxe a criança para baixo.

Luana pegou o filho dos braços de Suzana.

Ao vê-la, Sílvio imediatamente abriu um sorriso banguela, seus olhos negros brilhando como água, e a melancolia no coração de Luana se dissipou.

Luana deu banho no filho, tirou-o do banheiro, vestiu-o com roupinhas limpas e o levou para o andar de baixo para tomar leite.

O que ela não sabia era que, no sofá atrás dela, Sebastião estava sentado com um jornal na mão, mas seu olhar caía, intencionalmente ou não, sobre mãe e filho.

Luana sentiu aquele olhar ardente.

Quando virou a cabeça para olhar para Sebastião, ele estava de cabeça baixa lendo o jornal, como se tudo fosse ilusão dela.

Luana ficou atônita, saiu do carro, deu dois passos, mas de repente voltou.

Com a mão pálida apoiada na janela do carro, ela lembrou:

— Não se esqueça do que me prometeu.

Vendo Sebastião assentir, Luana finalmente caminhou de volta aliviada.

Sebastião observou a silhueta fina de Luana entrando na Mansão Ramos.

Ele sentiu um gosto amargo na boca.

Meses atrás, quando a trazia aqui, ele podia entrar com ela. E agora...

Sebastião soltou um riso de escárnio, zombando de si mesmo.

Em poucos meses, tudo havia mudado.

Sebastião sabia que, se não fosse pelo desejo de ter Sílvio de volta, Luana não falaria com ele de forma tão mansa.

Muito menos entraria em contato por iniciativa própria.

Com uma expressão indecifrável, Sebastião acendeu um cigarro, tragando e soltando fumaça silenciosamente.

Depois de um tempo, viu a luz do segundo andar da vila acender, sabendo que Luana já estava no quarto.

Ele apagou a bituca, jogou-a pela janela, ligou o motor e a imponente carroceria do Cayenne preto desapareceu rapidamente da porta da Mansão Ramos.

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