Tristan não se aprofundou no beijo. Após alguns segundos de afeto, afastou-se com um sorriso:
— Vamos subir para ver como as coisas estão lá em cima. Continua tudo do mesmo jeito.
Com as bochechas coradas, Tereza assentiu.
De mãos dadas com ele, ela adentrou a sala e eles exploraram os dois cômodos no andar superior.
Um deles era a antiga biblioteca em que Tereza costumava se refugiar, ainda recheada de clássicos literários.
Ao ver Tereza pegando um livro da estante, Tristan travou, paralisado no tempo.
Neste momento, as lembranças o transportaram de volta àquela tarde quente de verão.
Foi como se ela ainda fosse a mesma garota tímida de outrora, o cabelo preso em um rabo de cavalo baixo, imersa nas páginas de um livro, escorada suavemente perto da porta do armário.
O mar de sentimentos no coração de Tristan estava revolto; no fundo, ele custava a acreditar que tudo aquilo fosse real.
Às vezes, sentia como se tivesse fantasiado tudo aquilo e que uma versão tão carinhosa e adorável de Tereza só poderia existir nos recônditos de seus sonhos.
A folhear despretensioso das páginas de Tereza foi interrompido, e, ao erguer os olhos, percebeu a expressão aérea dele.
Ela conteve uma risadinha:
— O que você tanto observa?
Ele ruborizou antes de responder baixinho:
— Eu só estava tentando entender se tudo isso aqui é real ou se eu estou sonhando.
Tereza hesitou.
Logo em seguida, se aproximou e deu-lhe um beliscão suave no dorso da mão:
— Doeu?
Tristan caiu na risada:
— Pior que doeu, sim.
— Se doeu é porque não é um sonho. É a vida real. — respondeu ela, no tom brincalhão de sempre.
Ele acompanhou a brincadeira:
— Eu sei. Mas ainda assim, me parece um sonho... o fato de voltarmos aqui, juntos.
Ela estudou os móveis ao seu redor e admitiu que o cenário estava intocado, exatamente como no passado.
Ela cruzou os braços contra o peito e suspirou suavemente:

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Sonhos Distantes na Mesma Cama: O Pedido Proibido
Esse livro é ótimo.......