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Sonhos Distantes na Mesma Cama: O Pedido Proibido romance Capítulo 482

O projeto da Apex resultou em um prejuízo de quase um bilhão. Hera assumiu a culpa e renunciou, e o grupo absorveu o impacto. Era exatamente o tipo de coisa que Norberto faria.

Henrique bateu à porta e entrou de repente, segurando uma caixa de chocolates.

— Um amigo me deu isto, mas eu realmente não sei o que fazer com eles. Me ajude a acabar com eles ou, se preferir, dê para a pequena Delfina. — disse Henrique com um sorriso.

Tereza olhou para a caixa; era de uma marca extremamente cara.

— Então agradeço em nome da Delfina. — Tereza, sem graça de recusar, aceitou o presente. Recostou-se na cadeira e, olhando para Henrique, perguntou: — Você disse ontem que havia uma má notícia. Qual era?

Vendo a expressão calma dela, Henrique indagou: — Você leu o comunicado que o grupo acabou de divulgar?

— Terminei de ler.

Henrique deu uma risada fria: — Fui dar uma volta na Apex agora há pouco. Sabe o que andam espalhando por lá?

Os dedos de Tereza pararam de se mover e ela ergueu os olhos para Henrique.

Os olhos escuros de Henrique refletiam um misto de tristeza e raiva: — Eles têm a coragem de dizer que foi você quem plantou uma bomba-relógio na Apex de propósito, só para ver a Hera passar vergonha. Vê se pode, não é ridículo?

O olhar de Tereza escureceu imediatamente e ela abaixou as pálpebras: — Quem disse isso?

Henrique suspirou baixo. Naquele instante, teve vontade de oferecer o próprio ombro para que Tereza pudesse se apoiar.

Um projeto que ela cultivara como a um filho durante dois anos falhou nas mãos de outros, e no final, a culpa recaiu sobre ela. Aquilo era uma tremenda injustiça.

— A natureza humana é como o sol: não se pode olhar diretamente. Neste meio... Não, a natureza humana é assim mesmo. Se você faz um bom trabalho, dizem que você depende da Família Cardoso. Se fracassa, dizem que lhe falta competência. Já faz mais de um ano que você deixou a Apex, os projetos que você deixou apresentam problemas e ainda assim a culpa é sua. Não importa o que aconteça, você é a culpada. Eles se esquivaram dessa responsabilidade de uma forma brilhante. — Henrique transbordava de indignação e, logo em seguida, levantou-se: — Vou lá arrumar uma briga por você agora mesmo. Aquele bando de desavergonhados...

— Henrique! — Tereza, ao vê-lo dar meia-volta para sair, levantou-se rapidamente e o impediu: — Quem não deve, não teme. Esse tipo de situação só piora se tentarmos justificar demais. Deixe isso para lá.

A posição de Sra. Cardoso era incrivelmente cobiçada. Fosse quem fosse, não abriria mão dela facilmente.

Hera só tinha a ousadia de bater de frente com Tereza porque se valia do fato de ser a amiga de infância do Diretor Cardoso. Se fosse qualquer outra pessoa, talvez não tivesse coragem de tentar roubar algo de forma tão descarada.

Tereza também era tida como alguém implacável, que não gastava palavras à toa em discussões, mas, no ambiente de trabalho, era capaz de passar uma rasteira e fazer Hera dar com a cara no chão.

De pé na copa, Tereza observou as nuvens flamejantes pela janela. O dia seguinte seria ensolarado, mas, naquele momento, sentia o coração extremamente exausto. Um cansaço profundo e inquieto pairava sobre ela.

Ela já havia feito o bastante, mas, no fim, ainda não conseguiu escapar das suspeitas infundadas e especulações das pessoas.

Não podia simplesmente carregar a culpa sendo inocente. Precisava organizar as provas e contra-atacar.

Exatamente quando Tereza estava prestes a ligar para a sala de arquivos da Apex, na tarde daquele mesmo dia, o grupo emitiu um comunicado interno.

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