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Sonhos Distantes na Mesma Cama: O Pedido Proibido romance Capítulo 463

— Quase lá. — assentiu Eduardo.

Ele se recostou na cadeira, com uma expressão levemente exausta, e acenou com a cabeça, enquanto Eduardo dava meia-volta e saía.

Era, de certa forma, uma maneira de contornar a situação. Pelo menos assim, durante a gravidez, Hera não teria o seu humor afetado por aqueles boatos absurdos.

Uma vez que a paternidade das crianças fosse confirmada, os de fora não poderiam mais inventar calúnias absurdas sobre um suposto caso entre cunhado e cunhada viúva.

Às três e meia, Norberto ligou para Tereza para confirmar quem buscaria a filha. Tereza informou que Filomena Junqueira e Flávio Leal iriam buscá-la. Quando Norberto tentou fazer mais algumas perguntas, ela desligou o telefone de imediato.

Ele então pegou os documentos sobre a mesa, preparando-se para a reunião das três e quarenta.

No exato instante em que saiu, deparou-se com Hera parada no corredor. Parecia ter ido procurá-lo, mas, por algum motivo, hesitava em se aproximar.

Hera já estava prestes a ir embora quando o viu. Ela lançou-lhe um olhar carregado de mágoa.

— Precisa de algo? — Norberto aproximou-se e perguntou.

— Podemos conversar? Apenas cinco minutos. — A voz de Hera soava fraca, vazia, como se lhe faltassem forças.

— Entre. — Norberto abriu a porta do escritório.

Hera entrou. Ele até pensou em fechar a porta, mas no fim decidiu deixá-la aberta.

— Foi você quem pediu para a mamãe espalhar a notícia da minha gravidez? Por quê? — questionou Hera, caminhando até a mesa e apoiando-se nela com uma das mãos.

Vendo-a tão fraca a ponto de mal conseguir ficar de pé, Norberto aproximou-se rapidamente e estendeu a mão para ampará-la. Contudo, ao notar um assistente passando no corredor do lado de fora, a sua mão recuou antes mesmo de tocá-la.

Pelo canto do olho, Hera captou aquele movimento. Ao ver a mão dele hesitar e recuar, a última corda que sustentava o seu coração finalmente se rompeu.

— Nesses sete anos, você acabou se apaixonando pela Tereza? — perguntou ela, lutando para reprimir as emoções, embora a voz ainda tremesse.

— Desde o começo, com o casamento por contrato, passando pelo nascimento da Delfina, e todo esse tempo convivendo sob o mesmo teto... você se apaixonou por ela, não é verdade?

— Hera, isso é um assunto entre mim e a Tereza. Por favor, não se meta. — O belo rosto de Norberto enrijeceu ao encará-la. Em seguida, ele franziu a testa.

— Ultimamente, eu sempre sonho com você me dizendo para não ter medo, que você cuidaria de tudo. Norberto, nesses nossos dezoito anos de convivência, a confiança e a dependência que sinto por você já estão gravadas na minha alma. Esse sentimento, às vezes, me deixa confusa sobre qual é a verdadeira natureza do que eu sinto por você. — Ao ouvir a resposta dele, as lágrimas de Hera finalmente transbordaram; a mão apoiada na mesa tremia, o seu corpo vacilou levemente e a sua voz soou desoladora.

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