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Sonhos Distantes na Mesma Cama: O Pedido Proibido romance Capítulo 459

Norberto recuou dois passos para se equilibrar. O sobretudo que segurava caiu no chão, e um filete de sangue brotou de seus lábios finos.

— Eliseu, o que você está fazendo? Bebeu tanto que não consegue mais reconhecer as pessoas? — Arturo e Caio ficaram paralisados diante da cena e se ergueram de imediato para intervir.

Arturo agarrou o braço de Eliseu, mas foi bruscamente empurrado.

— Vamos conversar com calma. Somos todos irmãos aqui, partir para a agressão não é o caminho. — Caio colocou-se entre os dois, fitando o rosto de Eliseu, que estava distorcido de fúria.

— Fale você! Conte a eles o grande favor que você fez! — Eliseu empurrou-o para o lado, avançou e agarrou Norberto pelo colarinho.

— Eliseu, você bebeu demais. — A voz de Norberto soou densa e fria como águas profundas, após encarar Eliseu sem qualquer expressão, afastar as mãos do amigo e limpar o sangue do canto da boca com um guardanapo de papel, sem demonstrar intenção de revidar.

— Eu bebi demais? — Eliseu soltou um riso de escárnio, uma risada que parecia mais dolorosa que um pranto. — Norberto, você nem se divorciou de Tereza e já tem um filho com Hera. Você ainda se considera um ser humano, seu desgraçado?

Assim que a frase foi dita, o silêncio tomou conta do ambiente.

Arturo ficou estupefato. Caio, mais ingênuo, arregalou os olhos. Ambos se viraram para Norberto.

Norberto observou os três, sua expressão assumindo um tom sombrio.

— Quem lhe contou isso? — A voz dele foi grave, carregada de uma força opressora.

— Importa quem disse? O que importa é se você fez ou não. — Eliseu respondeu, achando que a frase de Norberto era uma admissão indireta de culpa.

— Eu não fiz nada. O filho não é meu. — Norberto declarou após ficar em silêncio por dois segundos.

— Não é seu? Acha que eu vou acreditar só porque você está negando? — A fúria no rosto de Eliseu congelou por um instante.

— Estou dizendo a verdade. O filho é do meu irmão mais velho. — Norberto franziu a testa e declarou.

A cor desapareceu do rosto de Norberto. Ele nunca imaginou que esclarecer aquele mal-entendido seria uma tarefa tão árdua.

— Eliseu, eu não os estou tratando como idiotas. Apenas disse a verdade. Como irmãos, o fato de não acreditarem em mim me deixa profundamente decepcionado.

— Parem com isso, chega de briga. Norberto, você tem absoluta certeza? O filho de Hera não é seu de jeito nenhum? — Arturo ergueu as mãos tentando apaziguar os ânimos.

— É claro que não poderia ser meu! O que há de errado com vocês? Por que suspeitam de mim? Ela era minha cunhada e agora é como uma irmã para mim. Como poderia haver algo entre nós? — Norberto sentiu-se completamente impotente e, inflamado de irritação, varreu-os com o olhar.

— Norberto, então você e a Dra. Leal não vão mais se divorciar, certo? Se você e a Hera são como irmãos, vocês não estariam se divorciando por causa disso. — Caio piscou seus olhos inocentes e, ativando sua mente aguçada, ponderou por alguns segundos antes de dizer.

— Como você sabe que o meu divórcio com a Tereza tem a ver com as suspeitas dela sobre a minha relação com a Hera? — Norberto sentiu um solavanco no corpo, sua mente ficando em branco por alguns instantes antes de fixar o olhar em Caio.

— É o que todos nós deduzimos. O cuidado, o mimo e a proteção que você tem demonstrado por ela, tudo isso esteve aos nossos olhos. Se isso não for amor, então o que é? Irmãos nunca chegam a esse nível de devoção. — Caio piscou novamente, abrindo os braços num gesto descontraído.

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