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Sonhos Distantes na Mesma Cama: O Pedido Proibido romance Capítulo 438

Norberto levou Delfina até o andar térreo do edifício Vitalis Futuro. A luz quente iluminava o canteiro de flores ao lado, e a silhueta de Tereza apareceu na entrada do elevador.

Norberto estava parado ao lado do carro. Delfina havia adormecido em seu ombro, com o rostinho vermelho de sono.

Tereza se aproximou. Sob a iluminação acolhedora, ela vestia roupas simples de ficar em casa, com os cabelos longos amarrados de forma frouxa e o rosto sem maquiagem. Calçava um par de chinelos brancos, caminhando a passos leves até ele.

Quando o vento soprou os fios de cabelo perto de sua orelha, ela estendeu a mão para ajeitá-los.

— Passe ela para mim — disse Tereza ao se aproximar, sem mais palavras, apenas estendendo os braços para pegar a filha.

Os olhos escuros de Norberto fixaram-se nela enquanto ele transferia a filha delicadamente para os seus braços. O corpinho da menina se remexeu, mas, ao sentir o cheiro da mãe, ela se acalmou instantaneamente, murmurando um "mamãe" sonolento.

Tereza abaixou a cabeça e beijou o rosto macio da filha, com os lábios curvando-se em um sorriso involuntário.

Em seguida, ela se virou para sair.

Vendo que ela não diria mais nada, Norberto sentiu um aperto no peito, o olhar perdido.

— Tereza!

Achando que ele precisava de algo, Tereza virou a cabeça e o encarou.

Norberto, no entanto, sentiu-se desconcertado por aquele olhar, limitando-se a dizer: — Não é nada. Leve a Delfina para descansar. Amanhã é sábado, você tem algum plano?

Tereza não fez rodeios e respondeu diretamente: — Combinei de levá-la ao parque de diversões com a Noemi amanhã.

O rosto bonito de Norberto enrijeceu. Se havia combinado com a pequena Noemi, então... isso também significava um encontro com Tristan Guedes?

Tereza não acrescentou mais nada e caminhou a passos largos em direção ao elevador.

Quando o elevador se abriu e ela estava prestes a apertar o botão para fechar a porta, Delfina acordou de repente. A menina levantou a cabeça, esfregando os olhinhos, e, ao ver as portas se fechando, acenou apressadamente para Norberto, que ainda estava lá fora: — Papai, o que você está esperando? Entra logo, o elevador vai fechar.

Naquele instante fugaz, o coração de Norberto deu um salto, como se algo o puxasse suavemente. Com suas pernas longas, ele deu alguns passos rápidos e entrou de lado no elevador pouco antes de a porta se fechar.

Ao entrarem no hall do apartamento, Dona Lígia viu a chegada de Norberto e abriu um sorriso: — Sr. Norberto, não vai embora esta noite, vai?

Norberto confirmou com um aceno de cabeça.

— Dona Lígia, por favor, dê um banho na Delfina — pediu Tereza em tom suave.

— Claro. Vem cá com a Dona Lígia, Delfina — chamou a babá, conduzindo a menina gentilmente para o banheiro.

Delfina caminhava olhando para trás a cada passo, fixando os olhos em Norberto, e falou com sua vozinha doce: — Papai, você não pode sumir de repente, você me prometeu.

Norberto ficou atônito. Ao olhar para Tereza, sua expressão demonstrava um certo desconforto.

Tereza já havia deduzido o que se passava. Assim que a filha entrou no banheiro e a porta se fechou, ela se virou e caminhou em direção à varanda mais distante.

Observando a silhueta esbelta, porém ereta, de Tereza, Norberto a seguiu em silêncio, parando ao seu lado na varanda.

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