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Sonhos Distantes na Mesma Cama: O Pedido Proibido romance Capítulo 416

— Norberto... meu irmão.

Ao ouvir os passos firmes descendo as escadas, Hera virou o rosto a partir do sofá e levantou-se lentamente. Seus olhos, que haviam derramado lágrimas há pouco, ainda brilhavam de umidade.

Norberto olhou para ela e assentiu com a cabeça:

— Descanse bem.

— Me desculpe... — Hera deu dois passos à frente, ansiosa. A mão que ela tentou estender se fechou fortemente em punho, e ela murmurou: — Me desculpe.

Norberto virou-se para encará-la e disse:

— Hera, não há necessidade de pedir desculpas entre nós, nem há nada a perdoar.

Hera hesitou por um instante. Olhando nos olhos dele, com um olhar vazio, perguntou:

— Aquilo... sobre a Apex, foi realmente o desejo de Alarico?

Norberto assentiu e respondeu com uma voz grave:

— Sim. Embora eu não saiba por que o meu irmão mais velho me disse aquelas coisas, talvez ele já tivesse descoberto o problema de saúde e escondido de todos nós. Pensando bem, aquela conversa que ele teve comigo naquele dia provavelmente já era algo premeditado.

Hera exibiu uma expressão de luto e começou a tremer de fragilidade:

— Então foi isso. Alarico planejou tudo tão cuidadosamente para mim, e eu, como esposa dele, não percebi os problemas de saúde mais cedo. A culpa é toda minha... se eu tivesse sido um pouco mais atenciosa.

— Não faz sentido falar sobre isso agora. — O rosto de Norberto estava impassível como um lago sereno. — Meu irmão já partiu. A única coisa que você precisa fazer agora é dar à luz ao filho dele, para não deixá-lo com arrependimentos.

Hera sentiu-se como se tivesse levado um choque elétrico, toda a sua alma ficou entorpecida. Se as várias sondagens de antes lhe haviam dado um pingo de esperança, hoje, ao ouvir no segundo andar a conversa de Norberto com a matriarca da família, toda essa esperança desaparecera.

Hera apenas o olhava com extrema fragilidade, aguardando que ele proferisse algumas palavras de conforto e carinho.

Durante os sete anos de casamento, Tereza havia sido como uma garoa suave, infiltrando-se gradualmente em todos os detalhes de sua vida. Enquanto os assuntos do Grupo o mantinham incessantemente ocupado, ele a havia confinado ao papel do matrimônio, observando-a amadurecer de uma jovem garota para uma mãe. Ela era a Sra. Cardoso, mas... ao mesmo tempo, parecia não ser a Sra. Cardoso. Isso porque ele nunca considerara colocá-la no espaço mais profundo de seu coração.

Ele sabia que o problema não era a falta de qualidades de Tereza, mas sim... por estar tão acostumado a tê-la cuidando do lar, já havia se esquecido de avaliar se ela era ou não perfeita. Apenas sentia que a convivência daquele casamento era razoavelmente confortável.

Lembrou-se de um dia em que Tereza escrevera em um de seus livros que o casamento que ela desejava consistia em reconhecer a existência um do outro, compreender as necessidades alheias, enxergar o parceiro e, então, respeitá-lo.

Naquela época, ele apenas achou que Tereza era sentimental demais. Pensando bem agora, aquele talvez fosse o ideal de matrimônio para ela.

Norberto abriu os olhos e olhou pela janela. Em seguida, pegou o celular e enviou uma mensagem de texto para Tereza.

Continha apenas duas linhas:

— Eu assino. Vamos nos divorciar.

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