Pouco tempo depois, a resposta de Norberto chegou: 'Estou no exterior. Falaremos sobre isso quando eu voltar. Pedirei à minha mãe para levá-la.'
'Certo!', Eliseu respondeu.
Norberto enviou uma mensagem para Jessica contando o que havia acontecido, e Jessica foi visitar Hera naquela mesma noite.
Ao abrir a porta e ver que era ela, Hera imediatamente correu para abraçá-la: — Mãe, o que a senhora faz aqui tão tarde?
Jessica explicou imediatamente o motivo de sua visita. O coração de Hera apertou-se, em um misto de alívio e preocupação.
— Eu estou bem, o Norberto é que faz tempestade em copo d'água. Uma indisposição no estômago é algo super normal. — Hera adotou um tom manhoso, falando pausadamente.
Jessica assentiu: — Pode até ser, mas quando se trata da nossa saúde, não podemos descuidar de nada.
— Eu sei, obrigada por se preocupar, mãe. Eu cuido muito bem do meu corpo, afinal, ainda preciso honrá-la muito como filha. — Hera bajulou Jessica com um tom doce e afetuoso.
— Você é cheia de conversa, e a sua mãe cai direitinho na sua lábia. — Enquanto falava, Jessica lembrou-se de algo: — Daqui a alguns dias haverá um leilão. Vamos nós duas dar uma olhada e ver se encontramos algo interessante.
— A senhora gosta de antiguidades? Por mim, tudo bem. — Hera concordou com a cabeça.
— Não é para mim. É que a sua avó vai comemorar setenta anos, e eu quero ajudar você a escolher um belo presente para agradá-la. — Jessica acompanhava o afastamento constante entre avó e neta, o que a deixava angustiada, desejando que o vínculo fosse restaurado logo.
Hera ficou atônita, mas internamente praguejou. A velha rabugenta a tratava tão mal que ela não sentia a menor vontade de agradá-la.
No entanto, ela não ousou demonstrar qualquer descontentamento. Abriu um sorriso dócil: — Obrigada, mãe. A senhora é maravilhosa! Se não fosse a sua ajuda, eu nem saberia o que fazer para deixá-la feliz.
— Amanhã de manhã, vou levá-la ao hospital mesmo assim. — disse Jessica.
— Não precisa, mãe. Eu tenho uma reunião amanhã de manhã. Estou perfeitamente bem, não se preocupe. — Não era falta de vontade de ir; Hera estava com medo.
Ela precisava esperar que a gestação estivesse segura antes de anunciar a notícia a todos.
Por ora, teria que manter tudo em segredo. Ninguém poderia saber.
Um escândalo de plágio era, indiscutivelmente, um golpe fatal para qualquer marca de design autoral.
— Célia, reserve as passagens agora mesmo. Eu vou voltar com você.
Célia ergueu a mão para detê-la: — Tereza, não precisa me acompanhar. Você não prometeu levar a Delfina para almoçar fora hoje? Eu dou conta de voltar sozinha.
— Mas... — Tereza a encarou, ainda aflita.
Célia apoiou levemente as mãos nos ombros da amiga e sorriu: — Sem 'mas'. Sua volta não resolveria o meu problema. Fique e aproveite o resto do tempo com a Delfina. Dê a essa viagem um final perfeito.
Tereza desistiu de insistir e apenas recomendou: — Então tenha cuidado no caminho e avise-me assim que pousar em segurança.
— Pode deixar! — Célia confirmou, acenando com a cabeça.
Delfina estava no quarto assistindo a desenhos em inglês para treinar a pronúncia. Ao ver Célia arrastando a mala em direção à porta, ela correu depressa: — Sra. Guedes, aonde você vai?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Sonhos Distantes na Mesma Cama: O Pedido Proibido
Esse livro é ótimo.......