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Sonhos Distantes na Mesma Cama: O Pedido Proibido romance Capítulo 361

Tereza olhou para ela com gratidão:

— Célia, eu não estou me fazendo de fraca, é só que... pelo bem da Delfina, eu não quero que as coisas fiquem feias demais.

A energia de Célia murchou instantaneamente. Era verdade, a filha era a maior prioridade. Se a situação virasse uma guerra sem limites, como a criança conseguiria receber a parte da herança que lhe era de direito no futuro?

Célia aconselhou-a num tom brando:

— Tereza, se a Hera começar a lhe mandar absurdos no futuro, certifique-se de gravar tudo. Mesmo que você não chegue a usar, guarde como prova. Se um dia ela resolver perder a compostura e ir atrás de você, você a prega na cruz e escancara para todo o mundo ver como essa cunhada viúva desavergonhada destruiu a sua família, passo a passo.

Tereza jamais entraria em uma batalha desarmada. Antes, ela ainda estava atônita, sem conseguir digerir que o cunhado e a cunhada viúva pudessem ser tão abjetos. Agora, com a poeira abaixada, os fatos mostravam que eles eram capazes de descer ainda mais baixo:

— Pode ficar tranquila. Na última vez que ela veio me provocar, eu já deixei tudo gravado.

Após o jantar, as duas foram caminhar pela ponte.

A brisa do mar soprava, trazendo consigo o cheiro característico de sal e maresia.

— Tereza, quais são os seus planos para o futuro? Pretende se casar novamente? — Célia perguntou.

Tereza manteve o olhar fixo no oceano e respondeu:

— Primeiro eu vou finalizar o divórcio. Depois, focarei em fazer o que eu sempre quis, garantir uma vida maravilhosa para a Delfina e cuidar dos meus pais. Eles já estão envelhecendo e vão precisar de assistência.

Célia estremeceu por um segundo:

— E... o meu primo?

Tereza parou de caminhar e virou-se para encará-la:

— Célia, não quero usá-lo como minha tábua de salvação para curar feridas. Isso não seria justo com ele.

Célia ficou boquiaberta:

— Como assim tábua de salvação? E mesmo que fosse, o meu primo estaria disposto a aceitar isso com um sorriso no rosto.

Tereza ainda não tinha coragem de embarcar em um novo relacionamento:

— Com este casamento, aprendi que ninguém é perfeito. Norberto não é, e eu também não sou. Tenho medo de que a ganância escondida dentro de mim acabe exigindo em dobro, de outra pessoa, tudo aquilo que me foi tirado.

Célia olhou para ela, deu uma risadinha leve e não insistiu mais no assunto.

Se no momento já estava sendo difícil para Tereza conseguir o divórcio, que dirá engatar em um novo romance?

Célia respondeu com um sorriso:

— Tudo bem, se você não quer pensar nisso agora, não tem problema. A vida continua perfeitamente sem um homem. Mas eu tenho certeza de que o meu primo vai te esperar pacientemente, até você estar pronta para um novo recomeço.

Ao chegarem ao fim da ponte, as duas pararam. Diante delas, a vasta baía refletia as luzes da margem oposta. A Sky Tower havia se iluminado, erguendo-se como um farol para os navegantes, vigiando em silêncio.

Quando retornaram ao hotel, já passava das dez horas da noite. Tereza havia bebido um pouco de vinho, e suas bochechas estavam coradas.

Ela desejava ir até Norberto para buscar a filha de volta para o seu quarto.

O problema é que ela não sabia em qual quarto ele estava hospedado.

— Mesmo que você tente evitar, isso ainda existe. Somos marido e mulher. Qualquer mal-entendido ou conflito pode ser resolvido através do diálogo.

Tereza virou o rosto e o encarou com total apatia:

— Em breve não seremos mais marido e mulher. Estranhos não têm motivo para conversar sobre essas coisas.

Norberto apertou os lábios finos, com o semblante demonstrando um leve traço de irritação:

— Tereza, desde o dia em que te conheci, você nunca expressa os seus verdadeiros sentimentos. Você espera que eu adivinhe tudo o que se passa na sua cabeça? Se você quer que eu seja sincero com você, não deveria pelo menos demonstrar um pouco de boa vontade e me deixar saber o que você está pensando?

Tereza olhou para ele incrédula. Durante aqueles sete anos, Norberto raramente se irritava e quase nunca se exaltava com ela. A convivência deles sempre fora pautada em uma calmaria distante.

Mas agora, apenas por ela se recusar a conversar sobre Hera, ele estava realmente ficando furioso.

Com um olhar que misturava desprezo e ironia, Tereza rebateu, como se estivesse zombando de um animal teimoso:

— Agora você se importa com o que eu penso? Tarde demais. Eu não tenho vontade de dizer nem mais uma única palavra para você.

— Eu já sei. É tudo por causa do Tristan. — Norberto retrucou com um tom de escárnio, lutando para reprimir as próprias emoções.

O rosto de Tereza empalideceu instantaneamente de tanta raiva. A habilidade de Norberto em destilar acusações infundadas era realmente impressionante.

Tereza estava genuinamente furiosa. Talvez fosse o efeito do álcool; não se sabe de onde ela tirou forças, mas ela estendeu os braços e o empurrou com brutalidade:

— Norberto, não use a sua mente imunda para julgar os outros! Se você está apaixonado pela sua cunhada viúva, quer trair a sua esposa ou manter uma amante, o problema é inteiramente seu, mas não ouse tentar me arrastar para a lama com você.

Pego de surpresa, o corpo imponente do homem cedeu à força e cambaleou alguns passos para trás, batendo as costas contra a parede. Seus belos olhos se arregalaram em choque.

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