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Sonhos Distantes na Mesma Cama: O Pedido Proibido romance Capítulo 359

Hera levou essas palavras a sério. De fato, ela também havia notado. Desde que Norberto teve a filha, Delfina, todo o seu carinho foi absorvido por aquela criança.

Hera deu um sorriso triste, mas um traço de presunção começou a se espalhar nas profundezas de seus olhos. Ela não tinha agora, mas, muito em breve, teria:

— Sendo assim, o motivo do meu fracasso é o fato de eu não carregar o sangue da Família Cardoso?

Dona Zara, no entanto, achou melhor alertá-la, esperando que ela entendesse bem os passos, pois um único erro poderia ser fatal:

— Senhorita, entre você e o Sr. Norberto ainda existe a Tereza. Você precisa pensar muito bem, não se pode ter um filho de forma inconsequente.

Hera deu um leve sorriso e ordenou:

— Dona Zara, prepare uma xícara de chá calmante e leve para o meu escritório.

— Sim, senhora! — Dona Zara respondeu prontamente.

Hera entrou no escritório e parou diante da janela panorâmica, observando a paisagem lá fora.

Permaneceu parada por um longo tempo, até que a ansiedade em seu peito a fez pegar o celular.

Naquele momento, sua mente estava um caos, mas ela sabia que havia certas coisas que precisava dizer a Tereza pessoalmente.

O tormento e a dor que ela suportara naqueles últimos dois dias, Tereza também teria que sentir na pele.

O telefone chamou algumas vezes e a ligação foi encerrada.

As sobrancelhas de Hera ergueram-se involuntariamente. Com a determinação de uma vencedora, ela ligou novamente.

— O que você quer? — A voz de Tereza logo soou do outro lado.

— Sinto muito, Tereza, acabei interrompendo você? — Hera tentou cumprimentá-la com o tom mais relaxado possível.

— Vá direto ao ponto. — Tereza não precisava daquela falsidade.

Hera esboçou um leve sorriso no canto dos lábios:

— Tereza, o Norberto quer me apresentar para o Eliseu. Você sabia disso?

Tereza ficou atônita por um instante e, em seguida, deu uma risada fria:

— É mesmo? Eu não estava sabendo.

As palavras de Hera pareciam inofensivas, mas, na realidade, cada palavra e cada tom eram mais afiados que uma faca, ferindo Tereza de forma invisível:

— A avó o pressionou, e ele não teve escolha a não ser tomar essa decisão. O humor dele não está dos melhores esses dias. Você não quer voltar para o país e fazer companhia a ele? Eu...

— Hera. — A voz de Tereza soou de repente, interrompendo-a.

Não foi alto nem baixo, mas carregava uma força que tornava impossível ignorá-la.

Hera calou-se instantaneamente.

O tom de Tereza estava tingido de fúria:

— Você me ligou para dizer essas coisas? Está tentando se exibir para quê?

Hera também soltou uma risadinha leve e retrucou:

— Tereza, agarrar-se a um homem que não te ama é algo patético. Eu sei que o seu casamento de sete anos nunca foi perfeito e que você nunca pôde vivenciar plenamente a felicidade que uma esposa deveria ter. A vida é curta e devemos aproveitá-la enquanto é tempo. Eu só acho que, em vez de desperdiçar seu tempo...

— Hera, você já terminou? — Tereza a interrompeu friamente: — Você está desesperada.

Hera permaneceu em silêncio, sem responder.

A voz de Tereza continuou a ecoar:

Tereza sorriu levemente:

— Sim, vai mesmo.

A Nova Zelândia era um santuário de paz: um lugar amplo, intocado, solitário e livre.

Ao chegar ali, o coração de Tereza encontrou muita serenidade. Sem ninguém para incomodá-la ou obrigações a prendendo, restavam apenas o céu azul profundo, a brisa da liberdade, além de sua amada filha e sua melhor amiga.

Tereza também tomou um banho e, ao verificar o celular, encontrou uma mensagem de Tristan Guedes, perguntando como ela estava.

Ele queria apenas saber se ela já havia chegado ao hotel. Tereza tirou uma foto da vista da janela e a enviou para ele.

Tristan retribuiu com um emoji divertido, desejando-lhe uma boa diversão. Tereza não respondeu mais.

Naquele momento, alguém tocou a campainha.

Célia disse imediatamente:

— Deve ser o serviço de quarto que eu pedi.

Ela caminhou até a porta e a abriu. Ao ver o homem que estava do lado de fora, Célia ficou estupefata.

Era Norberto.

Ele vestia um traje esporte fino, exalando uma aura de elegância e nobreza.

Célia demorou um segundo para se recompor e gritou:

— Tereza, é para você.

Tereza havia acabado de sair do banho e vestia uma camisola, enxugando os cabelos úmidos com a toalha. Ela se aproximou para ver quem era.

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