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Sonhos Distantes na Mesma Cama: O Pedido Proibido romance Capítulo 331

— Diretor Cardoso... — Tristan levantou-se imediatamente, sentindo-se um tanto culpado naquele momento.

Mesmo sabendo que a relação de Tereza com ele não ia bem e que os dois poderiam se divorciar, naquele exato momento, eles ainda eram marido e mulher perante a lei.

— Sr. Guedes, obrigado por cuidar da minha esposa e filha. — Norberto agradeceu de forma reservada e polida.

O rosto bonito de Tristan demonstrou embaraço, e ele logo sentiu as bochechas esquentarem.

— Tristan, volte para casa agora. Cuidado no caminho. — Tereza não gostava muito daquele tom sarcástico e cínico de Norberto, intrometendo-se.

— Diretor Cardoso, com licença, vou indo. — Tristan olhou para Tereza, assentiu com a cabeça e virou-se para Norberto.

— Sr. Guedes, espero que você consiga impor um limite. Afinal, procurar oportunidades para se encontrar o dia todo com a esposa de outro homem não é algo muito ético. — Quando Tristan passou perto do ombro de Norberto, o homem interveio.

— Norberto... — O tom de Tereza ficou imediatamente hostil.

Um sorriso pairou no rosto de Norberto, mas não chegou aos seus olhos.

— Eu preciso refletir, mas será que o Diretor Cardoso não precisa? — Tristan parou de andar, olhou para Norberto e rebateu.

O sorriso de Norberto congelou em seu rosto. Nenhuma de suas decisões estava errada, por que precisaria refletir?

— O Sr. Guedes poderia ser mais claro no que diz. — O olhar de Norberto carregava uma forte pressão enquanto ele encarava Tristan.

— Desculpe, espero não causar nenhum mal-entendido. Eu e a Tereza somos apenas amigos. — Tristan estava prestes a dizer algo, mas ao ver o rosto pálido de Tereza, engoliu as palavras e respondeu.

— Obrigada pelo aviso, tomarei cuidado para não passar dos limites. — Tereza não queria mais debater com ele.

Nesse momento, a porta do quarto se abriu. Delfina tinha acordado depois de dormir um pouco e saiu à procura da mãe. Quando viu a silhueta de Norberto, esfregou os olhos, achando que estava enxergando mal.

— Papai... Você veio mesmo? Que bom! Eu estava prestes a te ligar e você chegou. — Delfina correu alegremente para os braços de Norberto, abraçando-o com força.

— Meu quarto fica bem ao lado do seu. Vou levar a Delfina lá para conversarmos um pouco. — Norberto pegou a filha no colo e disse a Tereza.

Ao ver a filha transbordando de felicidade, Tereza não conseguiu dizer nada que arruinasse o clima.

— Entendido. — Após dizer isso, Tereza abriu a porta do próprio quarto e entrou.

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