— Diretor Cardoso... — Tristan levantou-se imediatamente, sentindo-se um tanto culpado naquele momento.
Mesmo sabendo que a relação de Tereza com ele não ia bem e que os dois poderiam se divorciar, naquele exato momento, eles ainda eram marido e mulher perante a lei.
— Sr. Guedes, obrigado por cuidar da minha esposa e filha. — Norberto agradeceu de forma reservada e polida.
O rosto bonito de Tristan demonstrou embaraço, e ele logo sentiu as bochechas esquentarem.
— Tristan, volte para casa agora. Cuidado no caminho. — Tereza não gostava muito daquele tom sarcástico e cínico de Norberto, intrometendo-se.
— Diretor Cardoso, com licença, vou indo. — Tristan olhou para Tereza, assentiu com a cabeça e virou-se para Norberto.
— Sr. Guedes, espero que você consiga impor um limite. Afinal, procurar oportunidades para se encontrar o dia todo com a esposa de outro homem não é algo muito ético. — Quando Tristan passou perto do ombro de Norberto, o homem interveio.
— Norberto... — O tom de Tereza ficou imediatamente hostil.
Um sorriso pairou no rosto de Norberto, mas não chegou aos seus olhos.
— Eu preciso refletir, mas será que o Diretor Cardoso não precisa? — Tristan parou de andar, olhou para Norberto e rebateu.
O sorriso de Norberto congelou em seu rosto. Nenhuma de suas decisões estava errada, por que precisaria refletir?
— O Sr. Guedes poderia ser mais claro no que diz. — O olhar de Norberto carregava uma forte pressão enquanto ele encarava Tristan.
— Desculpe, espero não causar nenhum mal-entendido. Eu e a Tereza somos apenas amigos. — Tristan estava prestes a dizer algo, mas ao ver o rosto pálido de Tereza, engoliu as palavras e respondeu.
— Obrigada pelo aviso, tomarei cuidado para não passar dos limites. — Tereza não queria mais debater com ele.
Nesse momento, a porta do quarto se abriu. Delfina tinha acordado depois de dormir um pouco e saiu à procura da mãe. Quando viu a silhueta de Norberto, esfregou os olhos, achando que estava enxergando mal.
— Papai... Você veio mesmo? Que bom! Eu estava prestes a te ligar e você chegou. — Delfina correu alegremente para os braços de Norberto, abraçando-o com força.
— Meu quarto fica bem ao lado do seu. Vou levar a Delfina lá para conversarmos um pouco. — Norberto pegou a filha no colo e disse a Tereza.
Ao ver a filha transbordando de felicidade, Tereza não conseguiu dizer nada que arruinasse o clima.
— Entendido. — Após dizer isso, Tereza abriu a porta do próprio quarto e entrou.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Sonhos Distantes na Mesma Cama: O Pedido Proibido
Esse livro é ótimo.......