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Sonhos Distantes na Mesma Cama: O Pedido Proibido romance Capítulo 313

O rosto de Hera congelou no mesmo instante, como se tivesse levado um tapa. Quando se tratava de dificultar as coisas para alguém, Tereza realmente sabia o que fazia.

— Tudo bem, daremos toda a cooperação necessária da nossa parte. — Hera forçou mais um sorriso, mas era uma expressão vazia que não chegava aos olhos.

— Saiam, precisamos de silêncio. — A frase seguinte de Tereza deixou Hera na mais absoluta humilhação.

Era essa a confiança inabalável de Tereza? Ela podia simplesmente dar ordens e expulsar a responsável pela empresa daquele jeito?

Hera reuniu o último resquício de elegância que lhe restava, deu um sorriso contido, virou-se e saiu.

Assim que passou pela porta, sentiu uma opressão no peito e falta de ar. Instintivamente, levou a mão ao peito e encostou-se na parede.

Ela respirou fundo. Pelo visto, trazer Tereza para cá desta vez fora pedir para ser humilhada.

Na próxima vez, não se colocaria nessa posição vergonhosa.

Do outro lado da parede, Tereza liderava sua equipe na resolução dos problemas.

Às oito da noite, Tereza já estava dentro do laboratório da Apex.

Norberto enviou pessoalmente um jantar farto para a equipe de Tereza. Eduardo, acompanhado pela equipe administrativa da Apex, chegou carregando várias sacolas grandes e cheias.

Um funcionário administrativo foi até o laboratório procurar Tereza:

— Dra. Leal, o Diretor Cardoso trouxe o jantar para todos. Comam alguma coisa antes de voltar ao trabalho.

Tereza ergueu os olhos em direção à porta e viu Norberto parado ali, observando-a.

Ela disse para a equipe ir comer, pausou o que estava fazendo e voltou para a sala de reuniões.

Norberto olhou para ela, notando o cansaço evidente em seus olhos devido ao trabalho intenso.

Diante de tanta comida apetitosa, a equipe já estava com água na boca, mas como Tereza ainda não tinha dado a ordem, ninguém ousou se servir.

Tereza olhou para todos e disse:

— Não fiquem aí parados, comam. Só de barriga cheia teremos energia para trabalhar.

Imediatamente, todos se sentaram e começaram a saborear a deliciosa refeição enviada pessoalmente pelo presidente do grupo.

Norberto colocou uma embalagem com a comida favorita de Tereza na frente dela:

— Comprei isso especialmente para você. Coma.

Tereza franziu levemente a testa, olhou para ele e disse:

— Obrigada.

Norberto puxou uma cadeira, sentou-se ao lado dela e ficou observando-a comer.

Tereza não gostava de ser encarada daquele jeito, então perguntou:

— Onde está a Delfina?

— Minha mãe a levou para a casa principal. Não se preocupe, mais tarde eu vou para lá fazer companhia a ela. — respondeu Norberto.

Ouvir aquelas palavras fez Norberto franzir levemente a testa. Logo depois, ele saiu do banheiro e foi direto para o escritório de Hera.

A luz lá dentro ainda estava acesa. Norberto bateu na porta e, ao ouvir a voz de Hera, entrou.

Hera estava em pé diante da janela panorâmica, segurando um cigarro fino entre os dedos. Ela estava fumando e, ao se virar, viu Norberto. O susto foi tanto que o cigarro caiu de sua mão, quase queimando seu braço.

Norberto parecia não esperar por aquela cena. Ao ver o cigarro escorregar dos dedos dela, quase a machucando, seu rosto escureceu:

— Quantas vezes já te disse para não fumar? Por que você nunca me escuta?

Hera se abaixou rapidamente para pegar o cigarro, apagou-o na lixeira e, como uma criança que cometeu um erro, abaixou a cabeça e pediu desculpas em voz baixa:

— Me desculpe, Norberto. Não farei isso de novo. Eu só estava muito frustrada e queria usar a nicotina para aliviar minha dor de cabeça.

Norberto viu o rosto abatido dela e não teve coragem de continuar repreendendo-a. Ele se virou e caminhou até o sofá, sentando-se.

Hera soltou um leve suspiro de alívio. Só então levantou lentamente a cabeça para olhar o homem, com os olhos marejando rapidamente.

— Você parece muito cansada. Não quer ir para casa descansar um pouco? — perguntou Norberto com um tom de preocupação.

Hera balançou a cabeça e foi sentar-se no sofá ao lado dele, com uma postura completamente desanimada.

— Ainda está preocupada com o projeto? Não se preocupe, a Tereza já veio ajudar a resolver. — Norberto a observava. Ela parecia ter sofrido um grande golpe, com o ânimo totalmente quebrado. Isso era muito diferente da Hera que ele conhecia, e por isso sentiu uma pontada de pena.

— A Tereza é impressionante, ela encontrou o problema assim que chegou. — Hera olhou para os próprios dedos e soltou uma risada fraca. — O que me preocupa não é o projeto em si, mas... ter perdido mais de dois meses de tempo em vão.

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