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Sonhos Distantes na Mesma Cama: O Pedido Proibido romance Capítulo 289

— Sr. Andrade, com licença por um momento. — Hera fez um leve bico com os lábios, parecendo um pouco relutante, mas acabou dizendo a Zaqueu.

Assim que falou, Hera acompanhou Norberto em direção ao convés, com os seguranças dele mantendo uma distância discreta logo atrás.

— Por que o seu celular estava desligado? A Dona Zara não conseguiu te encontrar e acabou me ligando para perguntar. — A brisa marítima os atingiu quando Norberto parou de andar e virou-se para encará-la com um olhar de repreensão.

— Eu só queria tirar um dia de folga. A Dona Zara devia estar apenas preocupada. Mas e você, ficaria preocupado se não me encontrasse? — Hera pareceu surpresa por um instante, mas logo começou a rir.

— Hera, não brinque com a sua segurança. Isso não é motivo de piada. — Uma expressão severa cruzou o belo rosto de Norberto.

— Você ainda não me respondeu. Ficaria preocupado se eu sumisse? — Hera tomou um gole de água, inclinando a cabeça. O vento bagunçava os seus longos cabelos, mas ela ignorou, mantendo os olhos teimosamente fixos em Norberto.

Norberto a encarou, sentindo-se um tanto impotente.

— Não vou responder a uma pergunta tão infantil. Pare com essa brincadeira de desaparecer. Não faça com que as pessoas que se importam com você se preocupem à toa. — Norberto a repreendeu com firmeza.

— Hmm, entendi. Não vou fazer isso de novo. — Hera sorriu, prendendo os lábios. Como uma criança birrenta que finalmente ganhou o seu doce, ela acenou com a cabeça obedientemente.

— Desde quando você e o Zaqueu se tornaram tão próximos? — A resposta submissa pareceu tranquilizar Norberto, que desistiu do sermão e lançou uma nova pergunta.

— Eu já o conheço há muito tempo. Só nos aproximamos para ser amigos. Você vai controlar isso também? — A expressão de Hera congelou e, logo em seguida, ela respondeu com um tom visivelmente constrangido.

— Ele não é uma boa pessoa. Não se envolva demais. — advertiu Norberto subitamente.

— Ah é? Você parece conhecê-lo muito bem. — Hera piscou, exibindo uma expressão intrigada.

— Só ouvi dizer que ele já esteve noivo antes. Não sei como terminou, mas um homem como ele não serve para você. — A expressão de Norberto era séria, mostrando que não estava de brincadeira.

— Eu não sabia disso. Somos apenas amigos. Embora ele venha tentando me cortejar nos últimos seis meses, me dando vários presentes. — Hera falou com um rosto repleto de inocência. — Mas, se você acha que ele não é o homem certo para mim, continuarei mantendo apenas a nossa amizade. Não haverá mais nada.

— Mantenha os olhos bem abertos para não se machucar. — Com essas palavras, Norberto virou-se e caminhou de volta para o salão.

Hera franziu a testa ligeiramente e acompanhou as costas de Norberto com o olhar.

Ele a chamou ali fora, sozinha, apenas para dizer isso?

Hera bateu o pé no chão com frustração. Ele era mesmo um homem insensível, não poderia, ao menos, ter demonstrado um pingo de ciúme?

A maioria no círculo deles já compreendia isso intimamente, mas não deixava de sentir uma ponta de pena. Parecia que ninguém havia alcançado a felicidade naquele cenário, todos seguiam acorrentados ao destino, marchando rumo ao que estava por vir.

Logo Hera foi chamada por algumas mulheres e Norberto viu-se cercado por um grupo de empresários.

Por volta das oito e meia, Delfina ligou.

Norberto deu uma olhada no celular e foi para um canto mais vazio antes de atender à chamada de vídeo.

Encarando a filha na tela, Norberto notou como a essência dela lembrava Tereza de muitos ângulos. Ele nunca vira fotos de Tereza na infância, mas imaginava que deveria ser exatamente igual a Delfina.

— Papai, onde você está? A mamãe disse que vai trabalhar até tarde e não vai dormir na casa da vovó hoje. — A voz de Delfina soava um tanto decepcionada.

Norberto virou o celular um pouco de lado, instintivamente evitando que a paisagem marítima ao fundo aparecesse.

— O papai está resolvendo negócios na rua. Seja uma boa menina, Delfina, obedeça ao vovô e à vovó e vá dormir cedo. — A voz de Norberto era extremamente suave.

— Você não me obedeceu de novo, papai! Certeza de que já bebeu um monte, não é? — Delfina agiu como uma pequena dona de casa autoritária, colocando as mãos na cintura e apontando o dedo para Norberto através da tela.

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