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Sonhos Distantes na Mesma Cama: O Pedido Proibido romance Capítulo 280

Tereza o fitou, piscando os olhos, e então murmurou:

— Eu contratei uma ajudante lá em casa, ela vai preparar o jantar para a gente.

Justo quando Tristan não sabia mais como convencê-la a ficar, a Sra. Guedes subiu as escadas e convidou com um sorriso:

— Sra. Leal, as crianças já estão jantando. Desça e coma alguma coisa também.

— ... — Tereza ficou sem palavras.

Aquela garotinha realmente não fazia cerimônias.

Tristan esboçou um sorriso nos lábios finos, sem acrescentar mais nada.

Tereza desceu as escadas um tanto constrangida e viu Delfina sentada ao lado de Noemi. As duas tagarelavam alegremente enquanto comiam.

Tristan puxou uma cadeira para Tereza se sentar ao lado de Delfina.

— Mamãe, a comida da casa da Noemi é muito gostosa. — Delfina disse toda contente, com a boca ainda cheia.

Tereza não sabia o que fazer com ela. A comida em casa também era saborosa, mas a menina não comia com gosto. Bastava comer fora para achar tudo delicioso.

Tristan sentou-se ao lado da Sra. Guedes. Apesar de já ser um homem de trinta anos, perto da mãe, ele ainda mantinha um ar tímido e reservado de filho. Ao notar isso, Tereza não pôde deixar de observá-lo com um pouco mais de atenção.

A Sra. Guedes sorria enquanto servia Tereza. Durante o jantar, as conversas giravam em torno de algumas lembranças do passado. E, de uma lembrança para a outra, o assunto acabou caindo em Tristan.

Tristan ficou tenso. Ao ouvir a mãe comentar que ele ainda não tivera uma namorada, seu belo rosto corou involuntariamente:

— Mãe, eu trabalho muito todos os dias. Onde eu vou arrumar tempo?

— Não tem tempo ou não tem vontade? Você sabe muito bem disso. — A Sra. Guedes balançou a cabeça, desanimada.

— Eu só vou pensar nisso quando encontrar alguém compatível. — Tristan comentou distraído.

— E quando você vai encontrar? — indagou a Sra. Guedes com insistência.

Tristan instintivamente olhou para Tereza, logo em seguida recuando o olhar, e disse em voz baixa:

— Mãe, pare de me pressionar. Eu ainda estou esperando.

Ao escutar aquilo, a Sra. Guedes sentiu um profundo desamparo. O filho sempre fora excepcional desde menino, de opiniões firmes e capaz de aproveitar as boas oportunidades. Mas, ironicamente, quando o assunto era namorar, ele sempre foi muito passivo e sem iniciativa. O resultado disso era que, quando saía com Noemi, não raras vezes era confundido com o pai da menina.

No entanto, a Sra. Guedes também havia ouvido Noemi dizer várias vezes que, quando encontravam alguma mulher bonita, Tristan chegava a apresentá-la como se fosse a sua própria filha. Ester Machado morria de vontade de dar uma surra nele toda vez que isso acontecia.

Bem no meio do jantar, chegou uma mensagem no celular de Tereza.

Ela pegou o aparelho e viu que era de Norberto.

— Você está com o Tristan? — dizia a mensagem.

A mão robusta que Tereza havia agarrado por acaso subitamente virou-se e envolveu os dedos delgados dela. Um calor ardente foi transmitido pelas pontas dos dedos enquanto ele empurrava o envelope firmemente de volta para a palma dela:

— Tereza, se não aceitar isso, temo que não teremos mais coragem de te chamar para nos atender.

O calor da mão de Tristan a fez recuar, encolhendo os dedos, ainda com o envelope na mão.

— Muito obrigado. Dirija com cuidado. — No olhar que Tristan lhe dirigiu, notava-se uma sinceridade ainda maior. Olhando mais de perto, o seu rosto bonito, parcialmente coberto pela sombra, ainda parecia um pouco corado.

Tereza achou que as pessoas da Família Guedes estavam sendo educadas demais, mas, após uma breve hesitação, ela aceitou o dinheiro e se despediu de todos.

Tristan observou o carro sumir de vista, com um turbilhão de emoções complexas agitando o seu olhar.

Ester Machado, posicionada um pouco atrás dele, percebeu que o filho fechava os dedos suavemente e, compreendendo tudo, balançou a cabeça de leve.

Pelo visto, ninguém deveria cruzar com uma pessoa tão deslumbrante logo na juventude, caso contrário, a vida inteira estaria em risco de tomar um rumo equivocado.

— Ela já foi, mas a sua alma ainda não voltou para o corpo? — provocou Ester Machado, de repente.

Tristan virou a cabeça e viu a mãe, ainda ali, com o rosto ardendo de vergonha:

— Mãe, do que a senhora está falando? Eu não entendi.

— Ninguém conhece um filho melhor do que a mãe. Você acha que eu não sei o que se passa na sua cabeça? — Ester Machado suspirou com desânimo. — O problema é que, no que diz respeito ao destino, as coisas não podem ser forçadas. Se, anos atrás, você tivesse confessado logo os seus sentimentos por ela, talvez não precisasse passar todos esses anos esperando em vão.

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