— Tá bom.
Sabrina fez um sinal para que Oceana levasse Carlitos primeiro, tirou o casaco e pendurou-o, e subiu atrás de Henrique.
Não tinha ninguém no escritório. Noriel devia estar dormindo e ele o levou para o quarto.
A porta do quarto estava encostada, e dali vinha um som fraco.
Sabrina não pensou muito e abriu a porta. Antes de dar o primeiro passo, viu Henrique saindo descalço do banheiro.
Havia uma toalha enrolada na sua cintura e no abdômen, e gotículas de água desciam lentamente pelo peito musculoso dele, escorregando entre os contornos definidos dos músculos até desaparecer sob a toalha amarrada na cintura em formato de V.
A garganta de Sabrina apertou e ela engoliu em seco por instinto.
No segundo seguinte, Henrique virou-se e caminhou na direção dela, com um fraco aroma de incenso no ar.
Ele esticou a mão e, com um estrondo, fechou a porta.
Sabrina levou um susto, e no instante em que voltou a si, desviou o olhar que parecia colado nele.
— Tomando banho no meio do dia?
Henrique: — O Noriel me molhou com leite.
— Você... você tem nojo dele.
Sabrina se encolheu no canto.
Ela não estava reclamando de Henrique ter nojo de Noriel, só que seu cérebro tinha parado de funcionar, então falava o que vinha à cabeça.
— Não tenho. — Henrique falou sílaba por sílaba, quase rangendo os dentes. — É o único herdeiro, eu o adoro mais do que tudo.
— Hã? — Sabrina ergueu a cabeça, surpresa.
Ela foi pressionada no canto da entrada. A luz foi bloqueada por ele e tudo ficou escuro.
Ela não conseguia ver o rosto dele com clareza, apenas a mandíbula tensa e bem traçada, como se reprimisse alguma emoção.
— Único... herdeiro?
Henrique soltou um som único pelo nariz.
Sabrina não entendeu e mordeu levemente o lábio.
Seus lábios fartos e sedutores brilhavam, encantadores.
O gogó de Henrique mexeu-se, e a sua respiração desregulou num instante. Ele esticou as mãos para agarrá-la, mas quando estava prestes a fazer algo...
— Buááá!

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