— O pulso ralou um pouco. Fica de olho nele, vou buscar a caixa de primeiros socorros.
Fernando voltou trotando para dentro, trouxe a caixa, e usou iodo e cotonetes para cuidar da parte machucada de Carlitos.
Ele se movia com suavidade e cuidado, aproximando a ferida para soprar, com medo de machucar o Carlitos.
— Meu filho é forte, você não precisa ter tanto cuidado.
Oceana achou que aqueles movimentos cuidadosos eram exagerados.
— Meninos também precisam de carinho! Ter força física é uma coisa, mas é nosso dever dar todo o amor e atenção que eles merecem.
Fernando lançou um olhar de desaprovação para Oceana.
Ele achou que o que Oceana disse era injusto com o Carlitos.
Oceana sentou-se no banco, ficou sem palavras por alguns segundos, e suspirou intimamente: o Fernando com certeza era o lado feminino da relação gay.
Por isso ele era tão atencioso, tão gentil, até mais cuidadoso do que ela, que era mulher e a própria mãe.
Ao lembrar do beijo dele da noite passada, ele também não deveria querer que a sua orientação fosse um problema, certo?
— Fernando, você não pensou em procurar um médico?
Fernando: — Procurar pra quê?
— Pra sua... — Oceana apontou para a parte inferior do corpo dele.
Fernando entendeu, terminou de limpar a ferida, jogou o cotonete no lixo e lançou a ela um olhar sombrio.
— Eu sou médico. Eu não saberia se tivesse algum problema?
Oceana ficou surpresa e disse: — Mas você não é especialista nisso, devia ir ao urologista. Seja sincero, você não procurou em segredo e não teve jeito?
Fernando: "..."
Ele ficou com a cara amarrada, guardou as coisas de volta na caixa de primeiros socorros, sem intenção de discutir mais com ela.
O cérebro dela não funcionava bem.
— Não desanima, por que você não vai ver junto com o Henrique?


Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor Ramos, ele não é seu filho!