Depois de um bom tempo, ele empurrou a bochecha com a ponta da língua e acabou rindo de raiva. Com o rosto sombrio, entrou na casa.
Ele tinha descido pela porta lateral, então voltou dando a volta até lá, e o caminho passava bem pela varanda.
Sabrina, vendo que Carlitos não tinha problema, voltou a sentar-se na cadeira de vime.
Ela usava roupas pretas de ficar em casa, o que destacava ainda mais a sua silhueta pequena e delicada. Encolhida na cadeira, o rosto sem maquiagem parecia puro, mas as sobrancelhas exibiam um charme sedutor.
A porta foi aberta bruscamente, e ela olhou na direção do som.
Encontrando os olhos escuros de Henrique, seu coração deu um pulo inexplicável.
Havia algo estranho, o que estava errado?
— Sabrina, você não consegue decidir sobre não nos divorciarmos sozinha? Se precisar que eu "prove" alguma coisa, ficarei feliz em demonstrar.
Henrique moveu as pernas longas e caminhou, parando na frente dela, olhando-a de cima a baixo.
Sabrina levantou a cabeça, e nos seus olhos nítidos havia uma confusão pura e limpa.
— Provar? Como se prova algo assim?
Daria pra provar se ele tentaria tomar a guarda do Noriel?
Henrique inclinou-se para a frente, e o seu hálito a envolveu.
— Se você abrir espaço para mim, tenho várias formas de provar pessoalmente tudo o que falam por aí sobre mim.
As sobrancelhas finas de Sabrina não puderam deixar de se franzir. — Eu vou pensar no assunto?
Pensar se o deixaria provar ou não.
Henrique endireitou-se e afrouxou o aperto nos documentos. — Pense bem, espero a sua resposta.
Depois de lançar-lhe um olhar cheio de segundas intenções, Henrique pegou Noriel.
— Eu o levarei para o andar de cima enquanto trabalho, e você pode ir pensando.
Noriel era muito bonzinho, deitado no carrinho brincava um bom tempo sem dar trabalho.

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