— Tudo bem. — Sabrina Batista assentiu.
Os dois saíram juntos.
No momento em que a porta da sala de reuniões fechou, Wesley Couto se levantou de repente, empurrando a cadeira com as pernas e fazendo um barulho enorme.
Sabrina Batista ouviu, mas se afastou sem que seus passos hesitassem nem por um segundo.
— Se eu arruinar essa parceria, o prejuízo para a Pipefy será muito grande?
Assim que entraram no escritório, Ricardo Carneiro perguntou a Sabrina Batista.
— A julgar pela situação atual, não apenas não haverá prejuízo, como até poderemos obter mais lucro. No entanto, eu não sei como a Pipefy planeja se expandir na Cidade S no futuro. Isso você terá que perguntar ao Presidente Carneiro. — Sabrina Batista sentou-se no sofá.
Felipe Carneiro era o líder da Pipefy, e ninguém sabia quais eram seus planos.
Nem mesmo Ricardo Carneiro sabia.
— Não importa, desde que não haja prejuízo no momento, está ótimo. — Ricardo Carneiro deu um tapa na própria coxa, já com uma ideia em mente.
— Talvez o Presidente Carneiro tenha seus próprios planos, você não precisa se preocupar comigo. Eu não vou abaixar a cabeça para o Wesley Couto. Esse projeto é lucrativo, e Wesley Couto não romperia a parceria de verdade. — Sabrina Batista hesitou por um momento antes de falar.
— Chega de falar nisso. Vamos, vou te dar uma volta por aí para que todos a conheçam. — Ricardo Carneiro acenou com a mão.
Enquanto falava, ele se levantou, ajeitou o terno e ergueu o cotovelo levemente dobrado em direção a Sabrina Batista, sinalizando para que ela o segurasse pelo braço.
— Estamos aqui para conhecer a empresa, isso não é apropriado.
— Fale sério. — Sabrina Batista o afastou suavemente.
— Você não era assim quando estava com o Henrique Ramos. — Ricardo Carneiro estalou a língua; ele queria dizer algo a mais, mas parou e refletiu por um instante antes de falar.
— Assim como? — Sabrina Batista rebateu. — Eu não era tão séria, ou não mantinha as coisas no nível profissional? Quando foi que você me viu fazendo algo inadequado em público com o Henrique Ramos?
— Quando vocês compareciam juntos a banquetes, ele segurava a sua cintura e os olhos dele mal desgrudavam de você!
— Vocês pareciam um casal completamente perdidamente apaixonado. — Ricardo Carneiro afirmou sem a menor hesitação.
— Você mesmo disse, era em banquetes sociais, a ocasião era diferente, e além do mais... — argumentou Sabrina Batista.
— Tudo bem então, a gente combina outro dia, quando tivermos tempo. — Ao ouvi-la mencionar Lelê, Ricardo Carneiro não insistiu.
— Obrigada, eu já vou indo. — Essa frase de Sabrina Batista foi dita de forma pessoal, como um agradecimento a Ricardo Carneiro, seu superior, pelas facilidades e conveniências que ele lhe havia concedido.
Ricardo Carneiro acenou com a mão, sinalizando para que ela fosse logo ver Lelê.
Depois que Sabrina Batista saiu, Ricardo Carneiro pegou o celular e selecionou as fotos dele com ela, que havia mandado alguém tirar discretamente agora há pouco.
Durante a ronda, ele se manteve propositalmente muito próximo a Sabrina Batista, e havia duas fotos em que eles apareciam sorrindo, com os olhares cruzados.
Ele fez uma postagem no Instagram com visibilidade restrita apenas para Henrique Ramos.
[Finalmente chegou o dia que eu tanto esperava, de ter você ao meu lado!]
Edifício Majestic.
Sabrina Batista estacionou o carro e caminhou rapidamente para dentro da mansão.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor Ramos, ele não é seu filho!