Entrar Via

Senhor Ramos, ele não é seu filho! romance Capítulo 639

— Que diabos ele está fazendo aqui?

Ricardo Carneiro também viu claramente a pessoa sentada na sala de reuniões e não conseguiu evitar o xingamento.

Separados apenas por um vidro, as pessoas dentro da sala de reuniões ouviram a voz e se viraram para olhar.

— Senhor Carneiro.

— O Senhor Couto já está à sua espera há algum tempo. Por favor, entre. — O assistente de Wesley Couto saiu da sala de reuniões, cumprimentando Ricardo Carneiro de forma respeitosa.

— Eu me perguntava quem seria capaz de fazer o meu pai dividir um pedaço de carne, então é ele.

— Que tal você voltar para o escritório? Eu cuido da negociação com a Família Couto. — Ricardo Carneiro estava com uma péssima expressão. Ele lançou um olhar irritado para o assistente de Wesley Couto e virou-se para Sabrina Batista.

— Não precisa, eu dou conta.

Sabrina Batista podia evitar a situação por um momento, mas não para sempre.

A parceria entre Felipe Carneiro e a Família Couto era uma certeza absoluta.

Como responsável por essa região na Cidade S, era inevitável que ela tivesse que lidar com a Família Couto.

— Vamos entrar primeiro, quero ver qual é a situação.

Ricardo Carneiro desviou do assistente de Wesley Couto e entrou na sala de reuniões.

Sabrina Batista entrou logo atrás dele, caminhando até parar em frente ao assento de Wesley Couto.

— Senhor Carneiro. — Wesley Couto era mais velho e tinha um certo status na Cidade S. Ele nem sequer se levantou, mantendo uma expressão de leve arrogância.

— Eu não sou digno desse título de Sr. Carneiro; o senhor é o velho experto da Cidade S. — Ricardo Carneiro o encarou de soslaio, puxou a cadeira e sentou-se.

— Senhor Couto. — Sabrina Batista o cumprimentou com leveza, puxando a cadeira e sentando-se.

Não havia muita expressão em seu rosto; ela parecia muito mais calma e serena do que Wesley Couto esperava.

— O Senhor Carneiro é de fato jovem e impetuoso. Não importa, temos um objetivo em comum, que é o lucro. Vamos falar de negócios. — Wesley Couto permaneceu em silêncio por um instante, olhando apenas para Ricardo Carneiro.

— Eu não entendo de trabalho, pergunte à Senhorita Batista.

Ricardo Carneiro apoiou Sabrina Batista, mostrando-se extremamente insatisfeito com o fato de Wesley Couto ignorar a presença dela.

— O 'você' na frase 'Então, fale você', que o Senhor Couto acabou de dizer, referia-se a mim? — Sabrina Batista voltou a olhar para Wesley Couto.

Wesley Couto não conseguiu disfarçar o constrangimento em seu rosto.

— Embora a Família Couto tenha muita influência na Cidade S, os negócios da Pipefy estão espalhados por toda parte e são inúmeras vezes maiores que os da Família Couto. Poder colaborar com a Pipefy é um privilégio para vocês. Mesmo que eu seja apenas a responsável por uma filial, você ainda deveria me chamar de Senhorita Batista.

Sabrina Batista observava o homem que, no passado, havia chorado diante dela exigindo reconhecer os laços familiares.

Naquele momento, não havia nem o menor sinal de consideração familiar no rosto de Wesley Couto.

O que havia era apenas hostilidade, crueldade e um desprezo evidente de quem a subestimava.

Se hoje não estivessem no território da Pipefy, Sabrina Batista nem se daria ao trabalho de discutir com ele.

Mas agora ela representava a Pipefy, e não podia envergonhar a empresa.

— Parece que a vontade do Senhor Couto de colaborar com a Pipefy não é tão grande assim.

— A reunião de hoje termina aqui. Vou pedir que acompanhem o Senhor Couto até a saída e depois te mostro o ambiente da empresa. — Ricardo Carneiro levantou-se, ajeitou o terno e disse a Sabrina Batista.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor Ramos, ele não é seu filho!