Disse Julia, enquanto colocava o café da manhã na mesa.
Henrique Ramos sentou-se e comia de forma metódica. Ao ouvir as palavras de Julia, parou de mastigar por uma fração de segundo e depois continuou naturalmente.
Apenas pelo relato de Julia, ele conseguia imaginar a preocupação e a angústia estampadas no rosto de Sabrina Batista.
Ele olhou para o bebezinho no carrinho: — Ela não está, mas eu estou.
— Se o senhor tiver que trabalhar, pode ir tranquilo. Nós cuidamos do menino, não se preocupe.
Disse Julia de forma casual.
Após o café da manhã, Henrique Ramos empurrou o carrinho até a sala de estar, cuidando do filho enquanto resolvia os assuntos de trabalho.
Na Pipefy.
Assim que Sabrina Batista desceu do carro, Ricardo Carneiro saiu do prédio da empresa.
— Aqui!
O grito chamou a atenção dos funcionários no térreo, que viraram a cabeça para olhar.
Sabrina Batista ajeitou a bolsa no antebraço, deu um sorriso educado para Ricardo Carneiro e andou apressada na direção dele.
— Sorte que eu cheguei cedo hoje, senão não teria conseguido te recepcionar.
Ricardo Carneiro estava bem em frente à entrada principal. Ao ver Sabrina Batista atravessar as portas da Pipefy, o sorriso em seu rosto era incontrolável, e ele abriu os braços de par em par: — Bem-vinda à Pipefy!
Todos ao redor olhavam fixamente, avaliando a cena em absoluto silêncio.
Sabrina Batista deu um passo à frente, segurou os pulsos de Ricardo Carneiro e forçou-o a abaixar os braços.
— Senhor Carneiro, é uma honra me tornar sua subordinada.
Ela, então, apertou a mão de Ricardo Carneiro profissionalmente.
O sorriso de Ricardo Carneiro murchou um pouco, e ele sussurrou entre os dentes: — Me dê um pouco de moral, vai.
Sabrina Batista mantinha um sorriso radiante, mas murmurou em voz baixa: — Tem muita gente olhando, mantenha a postura de chefe.
— Seja bem-vinda. — Ricardo Carneiro soltou a mão dela e começou a aplaudir.
Do ponto de vista profissional, perder facilmente uma fatia do negócio e, consequentemente, dezenas de milhões em lucros, parecia um enorme desperdício.
No entanto, ela era apenas uma funcionária. Bastava obedecer às decisões do chefe.
Chegando ao último andar, Sabrina Batista foi primeiro à sua sala deixar a bolsa.
Ricardo Carneiro esperou por ela na porta: — Se estiver faltando alguma coisa, faça uma lista e eu mando alguém comprar.
— Não precisa, está tudo ótimo.
Sabrina Batista saiu da sala: — Vamos para a sala de reuniões. Não deixe o parceiro esperando muito tempo.
Ricardo Carneiro concordou e a guiou pelo corredor: — Eu queria passar o dia enrolando no seu escritório, mas assim que você chega, já temos que ir ver parceiros. Que tédio.
— Meça as suas palavras. — Sabrina Batista advertiu num sussurro. — Estamos na empr...
Além disso, já estavam do lado de fora da sala de reuniões, e era possível ver o interior pelas divisórias de vidro.
Ao reconhecer quem era a pessoa lá dentro, a voz de Sabrina Batista sumiu de repente.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor Ramos, ele não é seu filho!