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Senhor Ex-Marido, quer que eu te salve? Se ajoelhe! romance Capítulo 11

POV Zayden Cross

O som constante dos monitores cardíacos era irritante, repetitivo, quase tão sufocante quanto o peso do silêncio de Camille na maca.

O hospital cheirava a desinfetante e arrependimento.

Ela estava pálida. Pequena. Quase irreconhecível. A mulher que me desafiava em público, que falava alto e ria de tudo, agora mal conseguia respirar sem ajuda de uma máquina. Ironia do destino, o que mais a sustentava era o mesmo orgulho que um dia destruiu Lianna.

Eu estava de pé há horas, olhando o ponteiro do relógio girar, enquanto os médicos falavam sobre “complicações cardíacas”, “procedimentos delicados”, “cirurgia de alto risco”. Tudo o que ouvi foi: ela pode morrer.

— O que vocês precisam? — interrompi. — Dinheiro? Equipamentos? Eu pago o que for.

O médico respirou fundo, como quem escolhe as palavras com cuidado.

— Não é uma questão de dinheiro, senhor Cross. É de competência.

— Explique-se.

— Há apenas uma especialista no país com experiência suficiente para esse tipo de caso.

— Então contratem. — retruquei, impaciente. — Onde ela está?

— Está vindo de Genebra. Chama-se Dra. Lianna Aslan.

Por um instante, o nome me soou familiar. Um eco antigo. Mas logo ignorei. Havia muitas “Liannas” no mundo.

Horas depois, Camille acordou.

— Zay… — a voz dela soava fina, quase infantil. — Eu não quero morrer.

— Não vai. — garanti. — A melhor médica do país está vindo.

Mas quando o nome dela foi dito pela equipe, Camille arregalou os olhos, pálida

— Zayden… não. Não pode ser ela.

— Do que está falando?

— É ela, Zayden! É a sua mulher! — gritou, em desespero.

Antes que eu respondesse, a porta se abriu. O som dos saltos no chão estéril cortou o ar como uma sentença. E então ela apareceu.

Lianna.

De jaleco branco. Cabelos presos num coque impecável. Olhar frio, quase clínico. O coração me deu um soco no peito. Era ela. A mulher que eu havia quebrado e que agora parecia feita de ferro e gelo.

— Dra. Lianna Aslan. — apresentou-se, formal. — Sou a responsável pela cirurgia.

O mundo parou. Camille começou a chorar, tremendo.

— Zayden, eu não quero que essa mulher me toque! Ela vai me deixar morrer!

Lianna ergueu o olhar pela primeira vez. E, naquele instante, percebi: ela não me odiava. Não me amava. Não sentia absolutamente nada.

— Senhorita Camille — disse, calma —, o hospital me designou para o caso porque sou a única cirurgiã especializada na sua condição.

— Você quer se vingar! — Camille gritou. — Vai me punir!

— Eu não trago ressentimentos para a mesa de cirurgia. Só bisturis.

Silêncio. Até o bip do monitor pareceu hesitar. O diretor do hospital entrou, constrangido.

— Sr. Cross, precisamos da sua autorização. A Dra. Aslan é, de fato, a única opção.

Olhei para ela e a arrogância falou antes do bom senso.

— Não. Eu quero outro médico.

O diretor empalideceu.

— Senhor, com todo respeito, não há outro com a mesma experiência.

— Então arrume alguém. Pago o que for.

Antes que ele pudesse responder, uma voz feminina soou atrás de mim.

Capítulo 11 — “Dra. Lianna Aslan. Sou a responsável pela cirurgia.” 1

Capítulo 11 — “Dra. Lianna Aslan. Sou a responsável pela cirurgia.” 2

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