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Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA! romance Capítulo 97

RUBI MONTENEGRO

Nos dias que se seguiram à visita de Domênico e àquele abraço desesperado no closet, notei que o meu marido havia sido abduzido e substituído por um alienígena. Ou isso, ou Ares Beckett havia sofrido um curto-circuito irreparável no cérebro.

Ele estava agindo de forma bizarra. Bizarra e muito adorável.

Ares simplesmente não desgrudava de mim e parecia ter desenvolvido um radar interno que apitava toda vez que eu suspirava. Se eu olhava para um copo de água, ele já o estava enchendo. Se eu me mexia na cama, ele arrumava os meus travesseiros. Ele estava sendo tão protetor que eu comecei a me sentir como um filhote de panda em extinção sob os cuidados de um tratador neurótico.

E, é claro, como qualquer esposa esperta e com muita vontade de rir, eu decidi me aproveitar um pouquinho da situação. Afinal, quantas vezes na vida eu teria o todo-poderoso CEO da Beckett Industries me servindo como um mordomo particular?

A primeira vez que testei os limites dele foi numa terça-feira, às duas e meia da manhã.

Eu estava sem sono, rolando na cama, enquanto Ares tentava dormir abraçado à minha cintura como um polvo gigante.

— Ares? — chamei num sussurro, cutucando o ombro musculoso dele.

Ele abriu os olhos na mesma hora.

— O que foi? Está com dor? A sua cabeça está latejando? Quer que eu chame o médico?

— Não, não, eu estou ótima — respondi, tentando prender o riso ao ver o cabelo dele amassado de um lado só. — É só que... eu estou com fome, quero comer panquecas.

Ele piscou, confuso.

— Panquecas? Agora?

— Sim. Mas não qualquer panqueca. Eu quero panquecas com gotas de chocolate, morangos cortados em formato de coração e bastante chantilly.

Ares olhou para o relógio digital na mesa de cabeceira que marcava 02:37.

— Rubi, a Mary está dormindo. Todos os funcionários estão dormindo.

Ares me fuzilou com o olhar. Ele apontou para a tela do notebook, gesticulando silenciosamente que estava trabalhando.

Fiz uma carinha de decepção e ameacei me levantar. Sussurrei de volta: "Tudo bem, vou pedir para o Domênico quando ele vier me ver de novo."

Foi a cartada final. Ares desligou a própria câmera da reunião, tirou a tampa do esmalte e, enquanto concordava pelo microfone com uma voz perfeitamente profissional, passou os próximos vinte minutos pintando as minhas unhas do pé.

Eu precisei morder meu lábio inferior para não gargalhar alto e estragar a reunião dele.

Eu o fiz de gato e sapato durante uma semana inteira. Ele resmungava, revirava os olhos e reclamava... mas ele fazia absolutamente tudo. E fazia com perfeição.

Ele estava fazendo de tudo para me agradar, para provar o seu valor, com um medo terrível de que eu fizesse as malas e fosse embora assim que estivesse curada.

Senti uma pontada de culpa. Ele realmente tinha mudado. Era hora de acabar com o sofrimento dele. Em quatro dias é meu aniversário, e também falta um mês para o divórcio.

Mas a fase de testes tinha chegado ao fim.

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