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Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA! romance Capítulo 96

ARES BECKETT

Fiquei na sala de estar, encostado nas costas do sofá e com os braços cruzados sobre o peito, contando cada segundo daquela visita. A minha vontade era subir aquelas escadas e arrastar Domênico Bane para fora da minha casa pelos colarinhos, mas eu sabia que Rubi ficaria furiosa comigo.

Finalmente, ouvi o som de passos no andar de cima. Pouco depois, Domênico desceu as escadas. Ele parou no fim dos degraus, ajeitando o casaco.

— Obrigado pela hospitalidade, Ares — ele disse. O tom dele era educado, mas soou como puro sarcasmo nos meus ouvidos.

— Por nada — respondi secamente, sem me mover um centímetro. — E eu espero que esta seja a última vez que você venha procurar a minha esposa na nossa casa.

Domênico enfiou as mãos nos bolsos, sustentando o meu olhar.

— Você enche a boca para chamá-la de esposa, não é?

— Porque ela é a minha esposa.

— É ótimo que você finalmente tenha lembrado disso — ele rebateu com calma, o que só me irritou ainda mais.

— Se eu não lembrasse, você tentaria conquistá-la, não é?

— Eu admito, Ares. Porque gosto dela. Com um pouco mais de tempo, não seria nada difícil amar uma mulher como a Rubi. — O meu sangue ferveu instantaneamente. Dei um passo à frente, pronto para quebrar o nariz dele ali mesmo na minha sala. — E você? Você a ama?

Parei, estreitando os olhos.

— Os meus sentimentos não são da conta de estranhos — rosnei. — Já terminou? A porta da rua é logo ali.

Domênico deu uma risada baixa, balançando a cabeça.

— Você continua o mesmo, Ares. Exatamente o mesmo. Pessoas como você não mudam, e a Rubi vai se dar conta disso uma hora ou outra.

Ele deu um passo em direção à saída, mas parou e olhou por cima do ombro, exibindo um sorriso intencional.

— Ou, quem sabe... talvez durante a nossa conversa de hoje ela já tenha percebido. Quem sabe, talvez ela já tenha até fugido de você enquanto tínhamos essa conversa sem sentido aqui embaixo.

O meu coração parou.

"Quem sabe, talvez ela já tenha até fugido de você enquanto tínhamos essa conversa sem sentido aqui embaixo." E se ela tivesse pedido a ajuda dele? E se ela tivesse arrumado as malas enquanto eu estava aqui bancando o cão de guarda na sala?

Não perdi tempo respondendo ao Bane. Girei nos calcanhares e subi as escadas correndo, pulando de dois em dois degraus.

— Tudo bem. Nunca vou embora sem te avisar — ela prometeu de forma doce.

— Se me avisar, eu não te deixarei ir — afirmei, com a voz abafada contra o pescoço dela.

— E então?

— Prometa que nunca vai embora.

Senti quando ela sorriu contra a minha camisa.

— "Nunca" é muito tempo.

— Rubi! — a repreendi, apertando-a ainda mais nos meus braços. Eu precisava ouvir aquelas palavras.

— Ok, ok. Estou com fome, então me solte — ela brincou, tentando se afastar.

Soltei o corpo dela devagar, tentando controlar a minha respiração acelerada. Mas, enquanto eu a observava caminhar em direção à porta do closet, uma constatação amarga fez o meu estômago embrulhar.

Ela havia mudado de assunto, mas eu notei, e agora havia um alerta vermelho apitando na minha mente: Ela não havia prometido.

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