ARES BECKETT
Cerca de quarenta minutos depois, a porta do quarto foi aberta de forma brusca. Valentina entrou ofegante, com o cabelo bagunçado e os olhos vermelhos de choro. Ela correu direto para a beirada da cama, ignorando totalmente a minha presença, e levou as mãos à boca ao ver o curativo na testa de Rubi e a palidez de seu rosto.
— Rubi... minha nossa...
Apesar de detestar dividir o espaço da minha esposa com qualquer rival, entendi que a garota precisava daquele momento. Me levantei da cadeira em silêncio e fui em direção à porta.
— Vou deixar vocês sozinhas por alguns minutos — avisei. — Preciso fazer uma ligação.
Saí para o corredor e fechei a porta atrás de mim. Peguei o meu celular e disquei o número da mansão.
— Residência dos Beckett, Mary falando.
— Mary, sou eu. Aconteceu um acidente. Um carro bateu no da Rubi.
Ouvi um suspiro engasgado e assustado do outro lado da linha.
— Meu Deus, senhor Ares! A menina Rubi está bem?! Onde vocês estão?
— Nós estamos no hospital Mount Sinai. Ela está estável, mas os médicos precisaram sedá-la por causa de um pequeno coágulo na cabeça. Vamos esperar a medicação fazer efeito — expliquei, indo direto ao ponto para evitar qualquer histeria. — Quero que você vá até o nosso quarto e prepare uma mala com algumas roupas confortáveis para ela e roupas limpas para mim. Coloque nossos itens de higiene também. Peça para o motorista trazer tudo para cá o mais rápido possível.
— Sim, senhor. Farei isso imediatamente. Cuidem-se, por favor.
Desliguei o telefone e soltei um suspiro pesado, esfregando a nuca. Decidi descer até a cafeteria do hospital. Eu precisava de cafeína pura correndo nas veias se quisesse passar a noite inteira em claro, vigiando o sono da minha mulher.
Comprei dois copos grandes de café preto e forte. Voltei para o quarto e encontrei Valentina sentada na cadeira que eu ocupava antes, segurando a mão de Rubi entre as dela.
Me aproximei e estendi um dos copos para ela.
— Beba. Você parece que vai desmaiar a qualquer segundo.
Bufei, frustrado, e joguei o celular de volta na mesa. Era inútil. De qualquer forma, quem quer que ligasse procurando por ela, eu simplesmente atenderia e explicaria o que houve.
Encostei a cabeça na poltrona e fechei os olhos, tentando acalmar os pensamentos que martelavam o meu cérebro. Eu precisava que a minha equipe de segurança descobrisse quem era o desgraçado que avançou aquele sinal vermelho. Teria sido apenas um motorista imprudente? O segurança disse que o carro parecia ter surgido do nada em alta velocidade.
Foi então que o meu celular vibrou no bolso interno do paletó.
Abri os olhos e peguei o aparelho. Havia uma nova mensagem de texto. O remetente era um número desconhecido.
Franzi a testa, e abri a mensagem.
O meu sangue ferveu quando li a única frase enviada:
"Como é a sensação de estar viúvo?"

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA!