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Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA! romance Capítulo 88

ARES BECKETT

"Como é a sensação de estar viúvo?"

Aquelas sete palavras na tela do meu celular, em um único segundo, fizeram o medo que me asfixiava ser engolido pela fúria.

Eu já suspeitava que aquele cruzamento, aquela velocidade e aquele carro surgindo do nada não eram apenas uma terrível fatalidade do trânsito de Nova York. Mas agora, com essa maldita mensagem zombando da minha "perda", eu tinha certeza.

Alguém tentou assassinar a minha esposa. Alguém tentou tirá-la de mim de propósito.

Disquei o número do Vasquez. Ele atendeu no primeiro toque.

— Onde você está?

— Na recepção do hospital, senhor. Reforcei a segurança do prédio e coloquei homens em todas as saídas.

— Suba agora mesmo.

Menos de dois minutos depois, Vasquez abriu a porta do quarto com cuidado e entrou. Ele olhou para a cama onde Rubi estava deitada e, depois, para o meu rosto. A expressão que ele encontrou em mim o fez engolir em seco e endireitar a postura imediatamente.

— Senhor?

Estendi o meu celular para ele, com a tela ainda acesa mostrando a mensagem anônima.

Vasquez leu as palavras e fechou a cara.

— Foi um atentado — ele concluiu.

— Sim. E eu quero a cabeça do desgraçado que fez isso. Quero para ontem. — Apontei para o aparelho na mão dele. — Fique com o meu celular. Mande a nossa melhor equipe de tecnologia rastrear esse número imediatamente.

— Entendido, senhor.

— E o SUV preto que bateu no carro da minha mulher? O que vocês já têm sobre ele? — exigi.

— Mobilize absolutamente todos os homens que temos nas ruas. Pague o que for preciso para informantes, suborne policiais para ter acesso a outras câmeras, comprem as imagens de todas as lojas daquela região. Eu não me importo com o custo. Quero esse homem vivo e amarrado em um lugar onde ninguém possa ouvir os gritos dele. Fui claro?

— Cristalino, senhor Beckett — Vasquez assentiu, guardando o celular dele e o meu. — Com licença.

Assim que ele saiu pela porta para executar a caçada, o quarto voltou a ficar preenchido apenas pelo som rítmico do monitor cardíaco.

Caminhei devagar de volta para a beirada da cama. Rubi continuava imóvel, o peito subindo e descendo de forma serena com a ajuda dos sedativos.

Me curvei sobre ela, apoiando as duas mãos no colchão, e beijei o topo da cabeça dela com extrema delicadeza.

— Ninguém toca no que é meu, Rubi — sussurrei bem perto do ouvido dela. — Qualquer um que te machucar, não pode continuar a vida tranquilamente no dia seguinte.

Passei as costas dos dedos suavemente pela bochecha pálida e fria da minha esposa.

— Durma tranquila, meu amor — murmurei, deixando a verdade sobre os meus sentimentos escapar pela primeira vez, mesmo que ela não pudesse ouvir. — Quando você acordar, eu prometo que o responsável por isso estará implorando pela morte. E eu não terei misericórdia.

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