Entrar Via

Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA! romance Capítulo 56

ARES BECKETT

— Ao contrário de você, eu só usei palavras, nunca tive amantes. Eu não ajo pelas costas das pessoas. Se eu disse que não vou atrás dele, essa é a verdade. Então, se você quer continuar sendo um paranoico descontrolado, o problema é todo seu.

Eu não processei quase nada daquele sermão. Tudo o que eu conseguia focar era no fato de que, a cada sílaba que ela pronunciava, os lábios dela roçavam levemente nos meus e o cheiro doce do perfume dela estava me enlouquecendo.

Eu estava a um milímetro de mandar o meu orgulho para o inferno e beijá-la até tirar o fôlego daquela boca atrevida.

Mas, de repente, três batidas soaram na porta da suíte.

Rubi piscou, a fúria nos olhos dela deu lugar a diversão. Ela soltou a minha gravata com um empurrãozinho no meu peito, exibiu um sorriso e se afastou como se nada tivesse acontecido.

— Deve ser o mensageiro com as nossas bagagens. — ela disse, caminhando até a porta com uma despreocupação irritante.

Fiquei encostado na parede, ofegante, com a gravata torta e uma frustração dolorosa no meio das pernas.

Sem olhar para trás, marchei direto para o banheiro da suíte, tranquei a porta e liguei o chuveiro no gelado. Eu precisava congelar os meus instintos antes que eu fizesse uma loucura. Aquela mulher ia ser a minha ruína.

Algumas horas depois, a água gelada já era apenas uma lembrança distante. Eu estava de pé na sala da suíte, vestindo um smoking feito sob medida, ajustando as abotoaduras de diamante e checando o relógio. O jantar de hoje era vital. Eu precisava convencer um grupo de investidores europeus tradicionalistas a fechar um contrato comigo.

A porta do quarto se abriu.

Virei-me para apressá-la e as palavras morreram na minha garganta.

Rubi estava deslumbrante. Sua beleza não parava de me surpreender. Ela vestia um modelo cor de vinho que abraçava cada curva do corpo dela com elegância. O tecido parecia derreter sobre a pele dela, com uma fenda lateral que revelava as pernas torneadas a cada passo. O cabelo escuro caía em ondas perfeitas sobre um dos ombros, e o batom combinava exatamente com a cor do vestido.

Ela era a visão do pecado, e eu adoraria cair em tentação.

— Estou pronta — ela anunciou, pegando uma bolsa de mão minúscula.

Mas o orgulho durou pouco. Olhei ao redor da mesa e percebi que os outros homens não estavam apenas impressionados com a inteligência dela, eles estavam babando. Os olhares desciam para o decote do vestido e demoravam tempo demais no sorriso dela.

Deslizei a minha mão por baixo da mesa e apertei a coxa de Rubi com firmeza, marcando meu território. Ela deu um pequeno pulo na cadeira, me lançando um olhar de soslaio, mas não me afastou.

Quando a refeição finalmente terminou e a música ambiente no restaurante ficou mais alta e lenta, um dos nossos parceiros, um francês na casa dos trinta anos, com um sorriso inconveniente, se levantou da cadeira.

Ele caminhou direto até Rubi, ignorando a minha presença ao lado dela como se eu fosse um poste, e estendeu a mão.

— Madame Beckett — o francês ronronou. — Me daria a imensa honra de me acompanhar na pista de dança?

Virei o rosto para Rubi, pronto para ouvir a recusa dela. Mas, em vez de dispensar o francês, ela olhou lentamente para mim. Os olhos castanhos dela brilharam com um sorriso de puro desafio e ela ergueu a mão, abrindo a boca para aceitar o convite.

Essa mulher só pode estar tirando uma com a minha cara...

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA!