RUBI MONTENEGRO
Eu vi a veia pulsar na testa de Ares no momento em que abri a boca para aceitar o convite. Mas, antes que eu pudesse dar a mão ao francês, meu marido levantou num pulo. O sorriso que ele abriu para os investidores era perfeito, de comercial de margarina, mas os olhos dele prometiam um homicídio doloso.
— Peço desculpas, senhor Laurent — Ares interveio, usando um tom suave, porém ameaçador. — Mas a primeira dança da noite é uma tradição sagrada do marido. Tenho certeza de que entende.
Pisquei, fingindo inocência.
— Desde quando existe essa tradição, querido? — perguntei em voz alta, tombando a cabeça para o lado, encenando minha confusão.
Ares se inclinou, apertando a minha cintura por trás, e sussurrou apenas para eu ouvir:
— Você se esqueceu do nosso acordo, esposa?
Sorri de volta e sussurrei no mesmo tom debochado:
— Nós nunca tivemos um acordo sobre dança, marido.
Me virei para o francês, que ainda aguardava com a mão estendida, e coloquei a minha mão sobre a dele.
— Nós dançamos depois, Ares. Agora, vou dar essa honra ao senhor Laurent, já que você pode dançar comigo todos os dias. — anunciei, dando as costas para o meu marido furioso.
O francês abriu um sorriso encantado. Ele provavelmente estava pensando que tinha uma chance real de colocar um belo par de chifres na cabeça de Ares Beckett. Mas a verdade é que aceitar aquela dança era apenas uma pequena e deliciosa vingança para atormentar o juízo do meu marido controlador.
Laurent me conduziu para a pista de dança. Enquanto nos movíamos ao som da música, não tirei os olhos da nossa mesa. O olhar mortal de Ares não desgrudava de nós nem por um milésimo de segundo. Ele me encarava com a intensidade de uma serpente calculando a distância exata para dar o bote.
— Sabe, Madame Beckett... — Laurent sussurrou perto do meu ouvido, com um sotaque forte e uma confiança que me deu enjoo. — O meu quarto fica em um andar muito discreto. Você poderia subir de madrugada e tomar um vinho da melhor qualidade comigo.
Abri o meu melhor e mais radiante sorriso. Fiz questão de parecer encantada, sabendo perfeitamente que Ares estava assistindo a tudo e fervendo de ódio na mesa. Mas, enquanto eu sorria docemente, minha resposta para Laurent foi uma pedrada.
— O senhor está sendo extremamente indelicado. — falei, mantendo a expressão gentil intacta. — E deixe-me esclarecer uma coisa: eu não tenho a menor intenção de trair o meu marido com você.
— Você está brincando com o perigo ao me provocar desse jeito, Rubi — ele sussurrou no meu ouvido.
— Não sei do que você está falando — rebati com ironia. — Eu só estava sendo sociável com o nosso parceiro de negócios.
— Você estava sorrindo para ele de propósito. Para me enlouquecer.
Eu queria negar. Mas meu corpo inteiro estava derretendo a cada toque da mão dele e suas respiração no meu pescoço.
Ares deslizou a mão pelas minhas costas, apertando o meu corpo ainda mais contra o dele. Ele abaixou o rosto ainda mais, roçando o nariz na curva do meu pescoço e deslizou pelo ombro.
A voz dele saiu como um sussurro rouco e desesperado, fazendo as minhas pernas fraquejarem de vez:
— Eu posso te beijar?

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA!