ARES BECKETT
— Ora, ora... Paris realmente é uma cidade pequena. Vão subir? Tem espaço de sobra para nós três.
Cerrei os dentes com força.
— Se você acabou de descer, por que diabos vai subir de novo, Bane?
Ele deu um sorriso irônico, ajeitando a postura.
— Esqueci um documento importante no meu quarto. Sabe como é.
Mentira esfarrapada.
Além disso, eu me hospedo neste exato hotel todo maldito ano durante a Semana de Moda. É a primeira vez que esse verme ousa colocar os pés aqui. Era óbvio que ele tinha imaginado onde seria a minha reserva e se hospedado no mesmo lugar só para ter a chance de esbarrar na minha esposa.
Olhei para Rubi. Ela parecia genuinamente estar em estado de choque, os olhos arregalados, como se tivesse acabado de ver uma assombração.
Domênico deu um passo à frente, ignorando completamente a minha presença. O olhar dele para ela era patético. Parecia um cachorrinho abandonado, cheio de saudade e preocupação descabida.
— Rubi... você está bem? — ele perguntou, com a voz mansa. — Faz dias que não nos falamos. Eu fiquei preocupado com você.
Meu sangue, que já estava fervendo, evaporou de vez. Dei um passo largo, bloqueando a visão que ele tinha dela.
— Ela está perfeitamente bem, Bane. Muito bem cuidada pelo marido dela — praticamente rosnei as palavras. — E seria muito bom para a sua saúde que você mantivesse uma longa distância.
— Escuta aqui, Beckett...
Antes que ele pudesse terminar, Rubi entrou em ação. Ela se colocou na minha frente, empurrando meu peito com as duas mãos.
A palavra "confia" não era bem aplicada comigo. Suspirei e encarei o rosto dela estava corado de raiva, o peito subindo e descendo rapidamente. Ela estava irritada, selvagem e absurdamente linda.
Sem pensar, dei mais dois passos rápidos, encurralando o corpo dela contra a parede do quarto. Apoiei as duas mãos na parede, uma de cada lado da cabeça dela, prendendo-a ali.
Abaixei o rosto até o pescoço dela, inalando o perfume que me atormentou durante o voo inteiro, e murmurei, com a voz rouca de desejo:
— Me dê um motivo para confiar em você, esposa.
Esperei que ela me xingasse e me empurrasse para longe.
Mas, tomada pela raiva, Rubi fez o impensável. As mãos dela voaram para o meu peito e agarraram a minha gravata com força. Ela deu um puxão violento para baixo, trazendo os meus lábios a um milímetro dos dela.
Ela me encarou no fundo dos olhos, sem demonstrar estar afetada com nossa proximidade, mesmo que estivesse desafiando até o último pingo do meu controle.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA!