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Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA! romance Capítulo 47

RUBI MONTENEGRO

Peguei o pequeno objeto metálico. Olhei ao redor da sala de estar vazia.

Apertei o pen drive na mão e caminhei a passos largos em direção às escadas, mas em vez de ir para a suíte principal, virei no corredor e fui direto para o meu antigo quarto.

Assim que fechei a porta atrás de mim e girei a chave na fechadura, fui até a escrivaninha perto da janela e peguei meu notebook.

O que eu iria ver? Ares na cama com alguma mulher? Uma gravação dele rindo de mim com os amigos bilionários? Algo contra mim?

Nenhuma dessas coisas tinha a menor importância. Não acho que algo aqui pode me surpreender.

A tela acendeu e conectei o pen drive na entrada USB.

Uma janela se abriu na tela. Havia apenas uma pasta. E dentro da pasta, apenas um arquivo de vídeo.

Cliquei duas vezes. O vídeo começou a rodar e a tela ficou completamente preta.

Esperei. Um segundo. Cinco segundos. Dez segundos. Nada. Apenas a escuridão absoluta na tela brilhante do meu computador.

"Deve ser uma introdução dramática," murmurei para mim mesma, me inclinando para mais perto.

Verifiquei o ícone do alto-falante. O volume estava no máximo. Cheguei o rosto tão perto da tela que quase encostei o nariz no monitor, tentando ouvir se havia algum sussurro, algum barulho de fundo, qualquer coisa.

Olhei para a barra de progresso do reprodutor. O vídeo tinha exatos quatro minutos e cinquenta e oito segundos de duração.

Com o cursor do mouse, cliquei no meio da barra, avançando para a marca de dois minutos. A tela continuou preta. Avancei para os três minutos. Nada. Quatro minutos e trinta. Nada.

O vídeo terminou e retornou ao início, exibindo o botão de "play" sobre um fundo preto infinito.

Fiquei encarando a tela por um tempo que não sei calcular, piscando, incrédula. O medo de ver o meu casamento falso ser ainda mais humilhado, a paranoia com meu marido... tudo isso colidiu com a realidade mais absurda e anticlimática possível.

Era um vídeo no mudo e sem imagem.

Soltei uma lufada de ar que pareceu um riso misturado com xingamento e fechei o notebook com um estalo seco.

— É sério isso? — falei em voz alta para o quarto vazio. — Quem quer que tenha feito essa brincadeira é muito, mas muito desocupado.

Dei uma risada irônica e dei dois passos para dentro do quarto, fechando a porta atrás de mim.

— Nossa, muito obrigada pela concessão, Vossa Majestade. Devo te parabenizar por isso? Quer que eu encomende um troféu de ouro escrito 'Marido Tolerante do Ano' para colocar na sua mesa?

Ele bufou, balançando a cabeça diante do meu sarcasmo. Foi então que os olhos dele desceram para a minha mão, onde eu ainda segurava distraidamente o pen drive prateado que tirei do bolso.

— O que é isso na sua mão?

Ergui a mão, mostrando o pequeno objeto para ele.

— Isso? É um presente de grego.

— Que decepção te ouvir falar assim do meu presente, querida.

Meu cérebro deu um curto-circuito. Pisquei várias vezes, olhando do pen drive para ele, e dele para o pen drive.

— Espera aí... foi você quem enviou isso?

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