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Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA! romance Capítulo 48

ARES BECKETT

A expressão no rosto da minha esposa era impagável. Ela me olhava com os olhos arregalados, a boca entreaberta, parecendo estar processando a informação na velocidade de uma tartaruga manca.

— É claro que fui eu — respondi, indo para a cama sentar. — Ou você acha mesmo que caixas misteriosas e presentes suspeitos entrariam nesta mansão sem a minha permissão expressa? A minha equipe de segurança teria incinerado aquela caixa no jardim antes de chegar na entrada se não tivesse a minha aprovação pessoal.

Rubi piscou novamente, e a confusão no rosto dela pareceu dar lugar a um pensamento lógico.

— Faz sentido — ela murmurou, mais para si mesma do que para mim. — Eu não tinha parado pra pensar nisso. A casa é realmente cheia de seguranças avaliando tudo que entra e sai. É óbvio que uma caixa anônima não passaria pela porta da frente.

— Exatamente. — Sorri, satisfeito por ela reconhecer minha eficiência. Eu estava ansioso para receber a reação que eu estava esperando o dia todo. O choque, a admiração, talvez até um agradecimento relutante por eu ter colocado o poder nas mãos dela. — Então... o que você achou?

Rubi franziu a testa.

— Achei de quê? — ela perguntou, soando genuinamente perdida.

— Do meu presente, oras.

A reação que se seguiu não foi nada parecida com o que eu havia planejado. Rubi me olhou como se eu fosse um paciente que tivesse acabado de fugir de um hospício.

Sem dizer mais nenhuma palavra, ela caminhou até o lado da cama próximo de mim, jogou o pen drive no colchão com desdém e me lançou um último olhar de soslaio.

— Você é muito estranho, Ares — ela sentenciou, com voz de pena e irritação. — Muito estranho mesmo.

E com essa declaração, ela virou as costas e marchou em direção ao closet, batendo a porta de correr.

Estranho? Ela me chamou de estranho? Eu acabei de entregar a ela o Santo Graal das chantagens e ela age como se eu tivesse dado a ela um par de meias velhas e furadas?

Olhei para o pen drive jogado de qualquer jeito sobre o edredom. Aquilo não fazia o menor sentido.

Fui até a mesa de cabeceira e peguei o meu próprio notebook. Voltei para a cama e conectei o pen drive.

Pago milhões de dólares por ano para uma das firmas de investigação e segurança mais eficientes do país. E esses imbecis, esses completos acéfalos, conseguiram enviar o arquivo errado. Eles simplesmente arrastaram e copiaram um arquivo corrompido ou vazio para dentro do dispositivo.

Como diabos uma equipe de elite se confunde dessa forma?

Passei a mão pelo cabelo, sentindo a veia da minha testa pulsar de pura fúria. A vergonha de ter agido de forma tão presunçosa minutos atrás diante da Rubi queimava o meu orgulho. Não era à toa que ela me olhou como se fosse louco.

— Algumas pessoas serão demitidas ainda hoje. — praguejei em voz alta para o quarto vazio, pegando o celular na mesa de cabeceira com agressividade. — E depois de demitidas, eu vou me certificar de que não consigam emprego nem para formatar computadores em uma lan house de esquina.

Enquanto discava o número do chefe da minha equipe de inteligência, pronto para soltar os cachorros, Rubi estava lá dentro, provavelmente rindo da minha cara e achando que eu tinha perdido o último pingo de juízo que me restava.

O meu plano infalível de surpreendê-la com a verdade havia se transformado na maior piada da minha vida.

Alguém tem que pagar por essa humilhação!

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