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Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA! romance Capítulo 46

RUBI MONTENEGRO

— O quê? A Camila e a Diana juntas?

— Pois é. — Valentina assentiu, raspando o restinho do chantilly da xícara com a colher. — Eu não sei qual é o nível de envolvimento das duas, mas, conhecendo a peça que é a sua irmã e a fama daquela puta louca, eu duvido muito que essa ligação seja inocente. Cobra não se junta com cascavel para debater a paz mundial.

Suspirei, massageando as têmporas. Como se eu já não tivesse problemas suficientes lidando com Ares, agora tinha que me preocupar com um complô entre minha irmã e a amante ou ex-amante do meu marido.

— Obrigada por avisar, Tina. Vou ficar de olhos bem abertos. — Forcei um sorriso, querendo afastar a nuvem negra da minha cabeça. — Mas chega de falar das minhas tragédias. E você? Como está a sua vida agora que já ouviu todos os meus segredos obscuros?

Os olhos de Valentina brilharam e ela deu um sorrisinho convencido.

— Ah, a minha vida está ótima, obrigada por perguntar. Tenho um namorado agora. O nome dele é Leo, é professor, tem umas tatuagens incríveis e faz o melhor macarrão com queijo do universo.

— Um professor tatuado que cozinha? Parece totalmente o seu tipo.

— O único problema da minha vida atualmente é o meu chefe. O homem é um carrasco. — Ela revirou os olhos. — Para você ter uma ideia, ele às vezes me faz trabalhar até aos domingos! Por sorte, hoje eu me livrei. Mandei uma mensagem tossindo muito e dizendo que não estava me sentindo bem. A velha desculpa da virose nunca falha.

Dei risada da cara de pau dela.

— Sabe, os funcionários do Ares devem odiá-lo igualmente. O homem é viciado em trabalho. Ele saiu hoje cedo, em pleno domingo, com a desculpa de que precisava ir na empresa.

Valentina parou com a xícara no ar e me olhou com um ceticismo que quase me fez gargalhar.

— Trabalhar? Domingo de manhã? Rubi, minha filha, você acha mesmo que um bilionário sai de casa no domingo só para "trabalhar"?

— Você acha que ele foi fazer o quê, então?

— Sei lá. Quem sabe... Meu chefe só inventa de me mandar fazer coisas na empresa nos fins de semana, ele mesmo nunca aparece. Mas quer saber? Não importa. Se você não quiser olhar para a cara dele e ficar em paz, essas saídas são lucro.

Não houve resposta. Caminhei até a sala de estar, pronta para me jogar no sofá gigante e assistir a algum filme ruim, quando avistei uma caixa.

Não era uma caixa qualquer de entrega ou uma embalagem de loja. Era uma caixa preta, lisa, incrivelmente elegante, amarrada com uma fita de cetim vermelho. E, presa ao laço perfeito, havia um pequeno envelope com o meu nome escrito em uma caligrafia fina e desconhecida.

Será que era outro vestido sem graça de Ares?

Me aproximei devagar, como se a caixa pudesse pular no meu pescoço a qualquer momento.

Puxei o envelope. A mensagem era curta e fez um arrepio gelado subir pela minha espinha.

"Para que você saiba com quem realmente está dormindo. Assista sozinha."

Puxei a fita vermelha e abri a tampa da caixa preta. Dentro, descansando sobre um fundo de veludo escuro, havia apenas um pen drive.

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