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Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA! romance Capítulo 33

ARES BECKETT

A frase de Domênico invadiu minha cabeça. "Cuidar do que você negligencia."

O sangue subiu tão rápido que minha visão ficou vermelha. A audácia daquele homem, sugerindo na minha cara que ele poderia ocupar o meu lugar com a minha mulher foi a gota d'água.

Dei um passo agressivo em direção a ele. Minha mão direita se fechou em punho, ansiando pelo contato com o maxilar presunçoso dele. Eu não me importava se estávamos no evento mais prestigiado do ano. Eu ia quebrar a cara dele ali mesmo.

— Ares, não! — A voz de Rubi, sibilada e urgente, me interrompeu.

Senti as unhas dela cravarem no meu bíceps com força, me segurando.

— Olhe em volta — ela sussurrou. — As câmeras. Você quer ser a manchete de amanhã por causa dessa briga?

Parei, respirando pesadamente. Olhei ao redor. Dezenas de olhos curiosos estavam virados para nós, esperando o escândalo. Os flashes disparavam com ansiedade.

Engoli a fúria a seco, forçando-a a descer, onde ela queimou como ácido no meu estômago.

— Você tem razão, querida — falei com um sorriso que devia parecer mais uma careta de dor. — Vamos deixar o... entretenimento barato para lá.

Virei as costas para Domênico sem dizer mais nada, mas meu olhar prometeu morte. Agarrei a cintura de Rubi com uma força que beirava a brutalidade e a arrastei em direção à pista de dança.

— O que você está fazendo? — ela protestou, tentando manter o passo enquanto eu praticamente a rebocava.

— Vamos dançar. Sorria, Rubi. O show tem que continuar.

Chegamos ao centro da pista. A banda começou a tocar uma música lenta e melancólica. Puxei o corpo dela contra o meu, eliminando qualquer espaço respeitável. Minha mão nas costas dela desceu possessivamente, marcando território, enquanto a outra prendia a mão dela contra o meu peito.

— Aberto é o caralho — cuspi as palavras, sussurrando baixo em seu ouvido. — Nunca houve nada "aberto" aqui. O que eu faço ou deixo de fazer não muda o fato de que você tem o meu sobrenome e me deve respeito, incluindo fidelidade.

— Claro, então para você é justo que seja "meio aberto"? Você pode e eu não, é isso?

Apertei os dedos na cintura dela, sentindo o calor da pele através do veludo do vestido.

— A Diana é passado. Ela não existe mais. Você é minha esposa. Minha propriedade exclusiva. Ninguém toca no que é meu. Nem com as mãos, nem com os olhos.

— Eu não sou sua propriedade, Ares! Sou uma pessoa!

— Você é uma Beckett! — interrompi. — E é bom você colocar aquele costureirozinho no lugar dele. Porque se Domênico Bane cruzar o meu caminho de novo, ou se ele ousar insinuar que toca em você... juro por tudo que é sagrado, Rubi, não vai sobrar nada daquela empresa ridícula para contar história. Eu vou transformá-lo em pó.

A música terminou, mas eu não a soltei. Fiquei ali, segurando-a, sentindo o coração dela bater rápido contra o meu peito, desejando que ela entendesse que não havia saída. Ela era minha, querendo ou não.

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