ARES BECKETT
Se olhares pudessem engravidar, Rubi sairia daquele baile esperando trigêmeos.
Assim que pisamos no salão da Fundação Solar, foi como se alguém tivesse ligado um holofote gigante e apontado diretamente para a minha esposa. O vestido preto, aquele maldito pedaço de pano que não era o que eu escolhi, colava nela como uma segunda pele, e as costas nuas eram um convite ao pecado.
Eu estava furioso por ela ter me desobedecido. Mas, meu Deus, como eu estava orgulhoso.
Ela era a mulher mais bonita do lugar. E ela era minha. O anel no dedo dela e o sobrenome na identidade confirmavam isso. Mas, só para garantir que nenhum idiota tivesse dúvidas, ativei o modo "cão de guarda".
Minha mão grudou na cintura dela com a força de uma ventosa industrial. Eu não a segurava apenas, eu a prendi ao meu lado. Se ela desse um passo para a esquerda, eu ia junto. Se ela respirasse fundo, eu sentia.
— Ares, você vai cortar minha circulação — Rubi sussurrou, mantendo um sorriso falso para um fotógrafo.
— Estou apenas garantindo que você não tropece, querida — respondi, apertando um pouco mais e puxando-a para que seu quadril batesse no meu. — Sabe como esses pisos são traiçoeiros.
Passamos a primeira hora cumprimentando pessoas. Sempre que algum executivo solteiro segurava a mão de Rubi por um segundo a mais do que o protocolo exigia, eu pigarreava alto o suficiente para assustar um rebanho. Se alguém elogiava demais a beleza dela, eu interrompia com um assunto de negócios para cortar o clima. Eu estava sendo um idiota? Talvez. Mas era o idiota com a esposa mais gostosa da festa.
Então, ele apareceu. O príncipe da moda de segunda categoria.
Domênico Bane surgiu na nossa frente com aquele sorrisinho irritante de quem sabe algo que ninguém mais sabe. E ele veio direto para nós, o que só me irritou.
— Boa noite, Ares. — Ele acenou com a cabeça para mim como se eu fosse o porteiro, e então focou totalmente na minha mulher. — Rubi. Você está... não existem palavras. O vestido ficou espetacular em você.
Senti meu sangue ferver. Ele estava elogiando o vestido que ele fez, no corpo da minha esposa.
Puxei Rubi para tão perto que ela quase subiu no meu pé.
— Bane. — cumprimentei, com a simpatia de um cacto. — Estou surpreso em te ver aqui. Achei que o convite era exclusivo demais para donos de... pequenas empresas em desenvolvimento.
Rubi me deu uma cotovelada discreta nas costelas, mas eu ignorei.
Domênico ajeitou as abotoaduras com calma, e então me olhou nos olhos com uma expressão de pura pena que me desmontou.
— Sabe qual é a diferença entre a minha "pequena empresa" e a sua gestão gigantesca?
— Ilumine-me. — desafiei.
Domênico sorriu.
— A diferença é que eu foco toda a minha energia em fazer uma única mulher brilhar de cada vez. Eu não tento administrar uma matriz em casa e uma filial de outras mulheres na rua. Aparentemente, multitarefa é o seu forte, Ares.
— O que minha vida pessoal tem a ver com você?
— Ah, nada. Eu não estou te criticando, muito pelo contrário. Pode manter suas outras 'filiais'. — Seu olhar varreu o corpo de Rubi de cima a baixo. — Eu não me importo de cuidar exclusivamente do que você negligencia. — Disse, com um sorriso malicioso.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA!