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Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA! romance Capítulo 34

RUBI MONTENEGRO

Assim que a música acabou e consegui me soltar dos braços de Ares, procurei mentalmente uma desculpa para escapar dele.

— Eu preciso... retocar a maquiagem — murmurei, sem olhar para ele.

Não esperei pela sua permissão. Virei as costas e caminhei o mais rápido que meus saltos permitiam em direção aos toaletes, sentindo o olhar dele queimar minhas costas expostas até eu dobrar o corredor.

Entrei na área reservada, que estava vazia e silenciosa, longe do barulho da orquestra e das risadas falsas. Apoiei as mãos na parede fria e respirei fundo, tentando acalmar a tremedeira nas minhas pernas.

"Minha propriedade exclusiva". Quem ele pensa que é?

— Rubi?

Dei um pulo de susto, levando a mão ao peito.

Que diabos! Alguém vai me matar do coração em breve.

Domênico saiu de uma alcova perto da entrada do toalete masculino. Ele parecia preocupado e me avaliou de cima a baixo.

— Domênico... o que faz aqui? Se o Ares te vir...

— Eu precisava saber se você estava bem. — Ele se aproximou rápido, examinando novamente meu rosto e meus braços. — Ele te machucou? Eu vi como ele te arrastou para a pista. Aquele brutamontes...

— Estou bem. Só um pouco... exausta. — Passei a mão pela testa. — Estou exausta de lidar com ele. Ele está cada dia mais instável, Domênico. Nunca sei como seu humor vai estar.

Domênico suspirou e, num gesto impulsivo, pegou minhas mãos entre as dele. O toque dele era suave, quente e reconfortante. O oposto completo do aperto agressivo de Ares.

— Desculpe pelo que eu disse lá fora — ele falou, sua voz estava baixa e cheia de arrependimento. — Eu não devia ter provocado ele. Mas ver como ele te trata... como se você fosse um objeto... me fez perder a cabeça. Eu não suporto ver você nessa situação, Rubi.

— Eu sei. Ainda preciso suportá-lo por três meses.

— Três meses? — Ele perguntou confuso.

Recolhi minhas mãos, assustada.

Ares nem olhou para mim. Ele fixou os olhos escuros em Domênico, com um sorriso que não chegava aos olhos.

Ele segurou meu braço, seus dedos fechando como algemas.

— Aproveite sua noite, Bane — Ares disse, com a voz suave e aveludada. Quem ouvisse pensaria que era um desejo genuíno, exceto pelo comentário que veio a seguir: — Coma, beba, divirta-se. Porque amanhã... você não terá tantos motivos para sorrir.

Domênico abriu a boca para responder, mas Ares já estava me puxando e me arrastando para longe dali. Era irritante que a força dele fosse superior a minha, mas era mais irritante ainda o fato de que eu não poderia afastá-lo mesmo se pudesse, havia olhos demais em volta e eu preferia que daqui a três meses a mídia pensasse que foi uma "separação amigável".

— O que você quis dizer com aquilo, Ares? — perguntei, tropeçando para acompanhá-lo. — O que você vai fazer para prejudicar o Domênico?

Ele não respondeu. Apenas continuou andando, olhando para frente.

O seguia rezando para que sua ameaça não passasse de um mero blefe.

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