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Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA! romance Capítulo 31

RUBI MONTENEGRO

O dia do Baile de Gala da Fundação Solar chegou. Desde a nossa "conversa" na sala de jantar, Ares e eu trocamos apenas o mínimo necessário de palavras quando precisei perguntar coisas relacionadas ao evento. Ele parecia estar planejando algo, isso me deixava nervosa.

No meio da tarde, enquanto eu tentava relaxar lendo um livro, Mary bateu à porta do meu quarto.

— Menina Rubi? Chegou uma entrega do Sr. Ares para a senhora.

Ela entrou empurrando um carrinho com uma caixa enorme, branca, amarrada com uma fita de cetim dourada. Havia também uma caixa menor, de veludo preto, sobre ela.

— Obrigada, Mary.

Assim que ela saiu, me aproximei da caixa como se ela contivesse uma bomba. E, de certa forma, continha.

Abri a caixa maior primeiro. Afastei as camadas de papel de seda e puxei o tecido.

Meu queixo caiu. Não de admiração, mas de horror.

Era um vestido bege. Um tom de "areia molhada" deprimente. O tecido era pesado, caro, sem dúvida, mas o corte... era uma ofensa. Mangas longas, gola alta que cobria o pescoço, e uma saia rodada e armada que esconderia qualquer curva que eu tivesse. Parecia uma mortalha de alta costura feita para uma matrona de oitenta anos.

Peguei o cartão que estava junto. A letra de Ares era angulosa e forte.

"Use isso. A Sra. Beckett deve ser elegante e discreta. O carro sai às 20h. Não se atrase."

Dei uma risadinha de descrença e joguei o cartão na cama.

— Discreta... — murmurei, sentindo a raiva subir.

Ele achava que, ao me vestir com aquele saco de batatas de luxo, eu voltaria a ser a esposa apagada de antes?

Abri a caixa de veludo. O brilho quase me cegou. Era um conjunto de colar e brincos de diamantes. As pedras eram enormes. Eram lindas, admito. Um suborno brilhante.

Olhei para o vestido bege e depois para os diamantes.

— Muito bem, Ares. Eu vou usar os diamantes. Considere-os minha taxa de pagamento por aturar você esta noite. Mas esse vestido? — Peguei a peça e a joguei no fundo do closet, onde ela jamais veria a luz do dia.

Peguei meu celular e disquei o número que se tornou meu bote salva-vidas.

— Domênico?

— Rubi? Aconteceu alguma coisa?

— Preciso de um favor. Mande aquele vestido preto da coleção "Renascimento". O modelo "Viúva Negra".

— Estará aí em trinta minutos.

— Estou pronta, querido. Vamos?

— Esse não é o vestido que eu mandei.

— Ah, aquele? — Fiz um gesto de pouco caso. — Não serviu. O corte estava errado e me deixava pálida. Achei que você preferiria que sua esposa estivesse... deslumbrante.

Girei o corpo, mostrando as costas nuas.

— Rubi... — O tom dele era de aviso. — O bilhete dizia "discreta".

— E eu sou discreta, o vestido que não é. — Debochei. Virei-me para ele de novo, tocando o colar de diamantes que ele comprou. — Veja, estou usando seu presente. Não ficou lindo?

Ele olhou para o colar, depois para o meu decote.

Ares soltou o ar pelo nariz, furioso.

— Você está brincando com fogo — ele sussurrou, oferecendo-me o braço de forma rígida.

— Então fique longe de mim, Ares — respondi, aceitando o braço dele. — Se ficar próximo, você pode se queimar.

Ele pode odiar que eu desobedeci, mas não vai tirar os olhos de mim essa noite. E essa é a minha pequena vingança.

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