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Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA! romance Capítulo 30

ARES BECKETT

Assim que os passos de Rubi desapareceram no corredor do andar de cima, a minha paciência sumiu junto dela.

Com um grito de frustração preso na garganta, chutei a cadeira onde ela estava sentada segundos atrás. A madeira nobre raspou no chão com um guincho e a cadeira tombou. Peguei a taça dela e arremessei na parede descontando meu ódio.

— Maldita! — rosnei, passando as mãos pelo cabelo e puxando os fios com força.

Olhei para a mesa posta. As velas ainda queimavam, zombando de mim. O jantar que o chef preparou com tanto cuidado estava esfriando, intocado. Eu tinha oferecido tudo. Flores, luxo, uma posição ao meu lado no topo da sociedade. E ela me olhou como se eu fosse um inseto. Como se eu fosse... nada.

Mary entrou na sala de jantar silenciosamente, trazendo uma vassoura e uma pá. Ela não disse nada, apenas abaixou a cabeça e começou a varrer os cacos da taça.

A presença silenciosa dela me irritou ainda mais.

— O que há de errado com essa mulher, Mary?!

Mary parou de varrer, mas não respondeu.

— Estou falando com você! — Caminhei até ela, gesticulando para a mesa vazia. — Eu ofereço um jantar exclusivo. Ofereço a ela a chance de ser a Sra. Beckett de verdade, de ter poder, de ser invejada. E ela me trata como se eu fosse um leproso. O que mais ela quer? O que passa na cabeça dela?

Mary suspirou. Ela endireitou as costas, segurando o cabo da vassoura com as duas mãos, e finalmente levantou o rosto para me encarar.

— O senhor quer mesmo saber, Sr. Beckett?

— É claro que eu quero! Eu sou o marido dela!

— Respeitosamente, senhor... o senhor está oferecendo essas coisas para ignorar as feridas que o senhor mesmo abriu. Mas, a memória da menina Rubi não é tão curta quanto a sua.

Franzi a testa, sentindo meu orgulho ser pinicado.

— Do que você está falando?

Fui até o bar e servi um copo de uísque puro. Bebi de um gole só, sentindo o líquido queimar, tentando afastar a sensação incômoda de culpa.

"O coração da menina Rubi não é algo que pode ter só porque decidiu que o quer agora."

— Veremos, Mary. Veremos. — murmurei para o copo vazio.

Rubi estava ferida? Sim. Eu tinha sido cruel? Talvez. Mas eu era Ares Beckett. Eu não desistiria. Se ela achava que podia resistir a mim para sempre, estava muito enganada. Eu só precisava mudar minha abordagem. A força bruta e as exigências não funcionavam mais com a nova Rubi. Eu precisava ser mais inteligente.

Subi para o meu escritório e peguei meu tablet.

Se ela queria brincar de difícil, eu brincaria de príncipe encantado. Eu a cobriria de tantos presentes e atenções que ela ficaria tonta.

Abri o catálogo da joalheria mais exclusiva de Nova York e selecionei um conjunto de diamantes. Depois, liguei para o meu estilista pessoal, pedindo que enviasse o vestido que mandei no email para a minha casa o quanto antes.

— Eu vou controlar esse meu temperamento, Rubi. — prometi a mim mesmo. — Vou te abordar com calma, vou te cercar de luxo e vou fazer você esquecer cada palavra ruim que eu já disse. Você vai ver. No final, você vai me amar. Porque é isso que eu quero que faça.

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