Lorenzo olhou para a pessoa à sua frente, moveu levemente os lábios. Ele quis dizer algo, mas acabou desistindo.
— Vamos entrar.
Lorenzo começou a caminhar para dentro, deixando Débora para trás.
Ela observou as costas dele se afastando e sentiu uma pontada de amargura.
— Lorenzo, por que sinto que você não está mais me tratando como antes?
Lorenzo acendeu um incenso para a mãe de Débora, conversou um pouco com o Sr. Valente e se preparou para ir embora.
O Sr. Valente pediu que ele ficasse para comer, mas ele recusou, dizendo que tinha assuntos da empresa para resolver.
Assim que o carro desapareceu de vista, no instante em que o carro desapareceu de vista, o sorriso amigável do Sr. Valente desapareceu completamente do rosto, dando espaço a um olhar frio e severo. Ele virou a cabeça e olhou para a pessoa atrás dele.
Débora percebeu o olhar e rapidamente abaixou os olhos. O medo transbordou em seu olhar.
— Pai... Pai.
O Sr. Valente estreitou os olhos, com uma aparência completamente diferente de quando Lorenzo estava presente, e perguntou: — Você estragou as coisas?
Débora recuou um passo discretamente: — Eles estão prestes a se divorciar. Acredite em mim, eu com certeza vou ocupar o lugar de senhora Valli.
O Sr. Valente soltou uma risada fraca. A sensação opressora que vinha dele quase sufocou Débora.
— Acreditar em você? Desde que você voltou, por que tenho a impressão de que ele te ignora cada vez mais?
Ela respondeu: — Talvez seja só um acesso de raiva temporário. Fique tranquilo, eu posso resolver isso.
O Sr. Valente olhou para ela. A armação dourada dos óculos refletiu um tom sombrio: — Não me decepcione.
Ouvindo os passos lentos, Débora só respirou aliviada quando o viu ir embora.


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