Lorenzo olhou para ele de rabo de olho e pegou a bebida na mesa.
Enzo achou que Lorenzo ia brindar com ele e rapidamente moveu o copo para frente dele, cheio de alegria.
Para sua surpresa, o homem nem sequer olhou para o copo à sua frente e deu um pequeno gole na própria bebida.
O rosto do rapaz empalideceu, mas ele ainda virou o copo sorrindo.
— O senhor deve ter se esquecido, meu pai sempre fala de você. Diz que o senhor alcançou o sucesso tão jovem e me manda aprender muito com você.
Lorenzo abaixou os olhos, sem conseguir segurar o riso.
Mal tem maturidade para manter uma conversa decente e já vem tentando se aproximar para tirar proveito.
A pessoa à sua frente mudou os pés de posição, claramente se preparando para sentar perto dele.
Lorenzo levantou os olhos. Embora houvesse um sorriso fraco em seus lábios, as palavras que saíram foram extremamente duras.
— Eu nunca ouvi falar de você, nem do seu pai, nem do seu avô. No momento, não tenho o menor interesse na história da família de vocês.
— Sr. Valli, o senhor...
Afinal, era um garoto; levou um fora e ficou vermelho na mesma hora. Ia dizer mais alguma coisa quando foi empurrado pela mulher atrás dele.
— Anda, sai pra lá, quem você pensa que é pra tentar se aproximar?
A mulher lançou um olhar mortal para o sujeito e depois se virou, sorrindo para Lorenzo.
— Lorenzo, quanto tempo. Como está o tio Valli ultimamente?
O olhar de Lorenzo se deslocou para ela. No instante em que viu quem era, o sorriso nos lábios sumiu.
— Isadora?
A mulher claramente ficou surpresa, mas logo olhou timidamente para Lorenzo e se sentou discretamente ao seu lado.
— No começo deste ano, meu pai me levou à Residência Valli para visitar o tio Valli, mas infelizmente você estava viajando a negócios naquele dia, então não nos vimos.
A mulher usava um vestido preto estilo princesa, o cabelo num coque arrumado de forma fofa; a pele era clara e os olhos brilhavam.

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