Na manhã seguinte, Bruno Castro relatou a morte de Camila.
— Já perguntei. Não encontramos nenhum sinal de que alguém tenha adulterado os freios do caminhão de cimento de propósito. Olhando pelas câmeras no local, realmente foi um acidente.
— Porém.
Bruno fez uma pausa. — Tinha mais um carro na área, e é bem provável que a pessoa tenha visto tudo de perto.
Lorenzo virou a cabeça, e Bruno disse: — Débora. Ela apareceu lá no momento do acidente.
Débora?
— Entendido.
Lorenzo deu alguns passos até a janela do chão ao teto, os olhos meio escuros.
Ele imaginou que Débora tinha ido procurar Camila para testar as palavras dela e ver se ela já a tinha entregado.
Então o acidente de carro de Camila tinha a ver com Débora?
Ou talvez outra pessoa tivesse se metido no assunto.
A sua intenção era transferir Camila para Cidade D, e não esperava que alguém de fato a quisesse morta.
E ainda fizesse um estrondo desses.
Foi puramente para aliviar a raiva, ou tinha outro propósito?
Ele já desconfiava de alguém.
Gabriel.
Gabriel andou acompanhando esse caso recentemente. O sujeito era severo, sorrateiro e letal.
Era o candidato mais provável a cometer uma atrocidade dessas.
Mas qual seria o objetivo dele? Será que ele fez tudo aquilo só para se vingar em nome da Marisa?
— Como anda aquela questão do apartamento em Vila Nova de que te falei na última vez?
Bruno respondeu: — Já resolvi.
— A Marisa deverá receber alta em breve. Chame alguém para organizar o que precisa, para que seja mais fácil se mudar quando for a hora.
— Certo.
—
Ultimamente, Dr. Arthur ia com frequência ajudá-la na recuperação, e Marisa já conseguia se levantar e andar pelo quarto.
— No geral não tem problema. Você se enquadra na categoria de recuperação rápida, por sorte o corte não foi muito fundo.
Ao ver que a hora tinha chegado, Dr. Arthur mandou que ela parasse.

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