O olhar de Otávio pousou no rosto rigoroso dele. — Pegaram quem fez isso?
— Hum.
— Que bom. Como vocês não têm sentimentos um pelo outro, e antes você só tomou essa medida por causa das ações do seu avô, na situação atual, se separar está de bom tamanho.
Lorenzo franziu a testa, sem esperar que o pai tivesse esse tipo de pensamento.
— Você concorda?
Não foi ele quem disse que só havia viuvez e não divórcio?
Por que mudou de atitude agora?
Ele imaginava que o pai seria o maior obstáculo para o seu divórcio com Marisa, não contava com...
Otávio suspirou, o olhar estava um pouco triste.
— Eu estou velho, não posso mais te controlar. Façam o que quiserem.
Ficou em silêncio por um instante, e falou de novo: — Se eu tivesse dado ouvidos à sua mãe antigamente, nós dois não teríamos virado inimigos para o resto da vida.
Disse, num tom sincero: — Lorenzo, se você não pode dar amor, então dê liberdade. Não deixe que, no fim das contas, ela apenas lembre de odiar você.
Otávio olhou para a foto de família na mesa de cabeceira, os olhos transmitindo uma mensagem indescritível.
— Forçar alguém a ficar do seu lado só resulta em desastre.
Ele e Cai Yun... acabaram virando inimigos nesta vida.
Ao ver que Lorenzo permanecia em silêncio, Otávio perguntou: — E sobre a empresa agora, o que você vai fazer?
Hoje à tarde na empresa, ele já tinha percebido que aqueles velhos não guardavam boas intenções.
Esse tumulto todo devia estar relacionado com o Vicente.
Lorenzo: — Como agora Vicente e o Sr. Valente se juntaram, eles estão se preparando para fechar o negócio com o Grupo Hosnasa.
Otávio assentiu: — Disso eu sei.
— Ah.
Ao ver o filho dar uma bufada de leve, Otávio comentou: — Você acha mesmo que eu passo o dia com ouvidos tampados para o mundo lá fora? Todos os movimentos do Vicente estão sob o meu controle.

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